Google Chrome: extensões terão obrigação de transparência em 2021

Rui Bacelar
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As extensões para o Google Chrome estarão obrigadas a uma maior transparência para com o utilizador a partir de janeiro de 2021. A partir do próximo ano entre em vigor um novo regulamento com diversas alterações aos limites e permissões destes add-ons para o browser mais usado no mundo.

Estas alterações foram recentemente publicadas no blog Chromium da tecnológica de Mountain View, detalhando uma série de mudanças a ser aplicadas muito em breve. Regra geral, visam promover a transparência e garantir a privacidade do utilizador.

A primazia da transparência e a salvaguarda da privacidade

A partir de janeiro de 2021 a gigante da Internet obrigará os responsáveis pelas extensões do Chrome a explicar que tipo de informação colhem do utilizador. Tal obrigação recairá sobre todas as extensões presentes na Chrome Web Store.

Com base nesta imposição, os criadores terão que explicitar aos utilizadores as categorias de dados a que terão acesso e que utilizarão nas respetivas extensões. Isto implica, por exemplo, categorias como dados de preenchimento de formulário, bem como qualquer outro dado que possa identificar o utilizador.

De igual modo, os responsáveis terão que prometer, sob compromisso de honra, o respeito pelo novo regulamento da Google que proíbe expressamente a venda desses dados a terceiros, o uso dos dados para fins não relacionados, ou utilizar este bem como garantia de crédito e fins similares.

Boas práticas nas extensões do Google Chrome

A Google já informou os responsáveis pelas extensões do Chrome que podem começar a submeter os avisos. Note-se, no entanto, que estes não serão publicados até 18 de janeiro de 2021, data em que começarão a ser exibidos na Chrome Web Store.

Até lá, a gigante norte-americana dá aos programadores algum tempo para compilar a nova janela de informações. O objetivo passa por apresentar uma lista simples de compreender sobre os tipos de informação recolhida e o exato fim de cada indicador.

Mais-valia para a privacidade dos utilizadores do Chrome

Vale ainda ser dito que esta obrigação não garantirá que os programadores são necessariamente honestos. Note-se que, uma mente mal intencionada poderá simplesmente declarar um fim distinto do real para as informações recolhidas.

Ainda assim, esta nova barreira poderá facilitar a deteção de programadores desonestos. A partir de então, a Google poderá verificar se X pacote de informações está, ou não, a ser canalizado para o fim a que se propõe.

Por fim, para o utilizador será um grande reforço da transparência, acompanhado de um possível melhor acautelamento da sua privacidade. Isto é, se o utilizador souber exatamente para que fim se destinam as informações recolhidas, poderá formar um juízo mais informado sobre a decisão de instalar, ou não, uma determinada extensão do Chrome.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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