Google acusada de promover publicidade enganosa aos seus Pixel 4

Carlos Oliveira
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A Google vê-se a braços com uma nova disputa legal relacionada com os seus Pixel 4. Em causa estão pagamentos a influenciadores para promoverem um dispositivo que nunca tiverem na sua posse.

Os factos terão ocorrido em 20219 e 2020 e podem configurar um caso de publicidade enganosa. Como resultado, a gigante norte-americana poderá ser condenada a pagar uma coima de 9,4 milhões de dólares.

Google pagou para que quem nunca usou os Pixel 4 os promovessem

A acusação foi submetida pela FTC, a entidade federal norte-americana para a proteção dos consumidores e da concorrência no mercado, e mais sete estados americanos. Segundo ela, a iHeartMedia produziu cerca de 29 mil anúncios falsos alusivos aos Google Pixel 4.

Google Pixel 4

De acordo com a acusação, a Google terá pago a personalidades de rádio para promover os seus smartphones. Até aqui tudo bem, mas o problema é que estes anúncios eram escritos pela própria Google e os influenciadores nem sequer tiveram acesso ao produto.

Nesses anúncios podíamos ouvir frases como "É a minha câmara de telefone favorita, especialmente com pouca luz, graças ao modo Night Sight" ou "Também é ótimo para me ajudar a fazer as coisas, graças ao novo Google Assistant ativado por voz que pode lidar com várias tarefas em simultâneo."

A Google terá pago cerca de 2,6 milhões de dólares à iHeartMedia para que os seus locutores proferissem estas declarações. É ainda referido que a tecnológica pagou cerca de 2 milhões de dólares a órgãos de comunicação de menor expressão mediática para a mesma prática.

Para a FTC, isto trata-se de um caso de deslealdade para com o consumidor, podendo mesmo ser considerado publicidade enganosa. A entidade federal considera que os consumidores esperam publicidade transparente e que este tipo de opiniões sejam tecidas com base em experiência reais e imparciais.

Vários estados norte-americanos acompanharam a FTC nesta acusação e pedem que a Google seja condenada a pagar 9,4 milhões de dólares em coimas. Veremos qual será o veredicto das entidades judiciais americanas.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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