FilmeApós ter dedicado dois artigos ao meu fantástico e adorado smartphone OnePlus 3, decidi também falar-vos um pouco sobre o filme que mais me cativou este ano. “From heart to heart”, a minha rubrica dedicada à 7ª arte.

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O filme em questão é o Lion (2016). É uma história verídica que nos envolve de tal forma que não conseguimos controlar as nossas emoções, está simplesmente belamente executado.
A história é sobre um rapaz indiano de 5 anos de nome Saroo (interpretado por Dev Patel) que cresceu em 1980 perto de Khandwa.

   

O filme começa com Saroo a roubar carvão de um comboio conjuntamente com o seu irmão mais velho, Guddu, mas rapidamente a dupla se separa quando Saroo adormece numa Estação de Comboios, num banco. Acorda sobressaltado e assustado, o que o leva consequentemente a entrar num comboio de serviço sem saber o seu destino, neste caso Calcutá.

O excelente guião do escritor australiano Luke Davies permanece fiel ao olhar de Saroo quando durante dias, meses e eventualmente décadas, passam e o rapaz se vê perdido, sozinho, transformando-se consequentemente numa causa perdida.

Sem saber o nome da sua família ou a sua localização, é colocado nos serviços sociais da Índia e posteriormente embarcado para os seus pais adotivos na Tasmânia, interpretado por Nicole Kidman e David Venham.

Trailer do Filme


As memórias de Saroo começam a desvanecer mas não na sua totalidade. Nos seus 30 anos encontra um prato de jalebis (prato típico) numa festa, o que desencadeia um conjunto de flashbacks e rapidamente começa a lembrar se de outras pistas, pontos de referência da sua infância, levando-o a navegar no Google Earth à procura da sua origem.

Saroo podia ter-se acomodado à sua vida educada e confortável na Austrália com uma carreira à espreita de gestão de hotéis. No entanto, a perda da sua identidade destabiliza-o e não consegue deixar de pensar na sua família sem sentir uma grande nostalgia, devastação e remorso.

Começa assim a estudar exaustivamente todo o percurso que fez em Calcutá, na esperança de reencontrar a sua família e sua casa. Enquanto Roopey tem uma função bastante limitada como namorada de Saroo, Kidman enriquece enormemente o filme forçando o rapaz a escolher entre as duas mães. É aí que sentimos os seus batimentos mais complexos que despertam tanto com a sua exaustiva e infindável navegação no Google, como com a sua atitude evitando assim que alguém se magoe ou se sinta traído.

Reflexão Pessoal do Filme

Uma história construída envolta de emoções, que não precisa de ordem mas de uma certa retenção. É sim uma jogada inteligente mapear todas as zonas através de pins no Google Earth e é aí que Saroo reconhece a sua aldeia com as imagens do satélite, o que não é necessariamente a sua família pois alguns podem não ter sobrevivido. A espera é agonizante o suficiente para nós. Portanto, imaginem o sofrimento de Saroo Brierly.

Confesso que o filme é uma viagem e um despertar de emoções. Sentimo-nos próximos de Saroo e é aí que repensamos a importância que a identidade tem para uma pessoa, assim como os valores e os laços que tecemos com a nossa família, que por vezes vemos como garantidos.

Sentimos a sua angústia, o seu desespero na procura de um rumo e o alívio quando encontra a sua casa. É impossível as lágrimas não escorrerem pelo nosso rosto e não sentirmos as suas palpitações. Tanto o guião, a direção e a realização foram brilhantemente executados. Parabéns a toda a equipa.

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