E se o implante cerebral da Neuralink for hackeado? É o próprio paciente que o admite

Pedro Alves
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Cerca de seis meses após o primeiro o implante cerebral sem fios da Neuralink, de Elon Musk, ter sido aplicado num ser humano, é o próprio paciente a admitir a possibilidade de o chip ser hackeado.

O que poderia parecer um cenário bizarro, apenas explorado por muitas obras de ficção científica, ganha afinal alguma probabilidade real. A partir do momento em que o chip tem de ser ligado a um computador para atualizações e transferência de dados relevantes, fica também suscetível a interferências externas – para o bem, e para o mal!

Chip cerebral da Neuralink

Possíveis consequências de expor os dados do cérebro

Durante um podcast citado pelo Business Today, Nolan Arbaugh, o paciente voluntário de 29 anos que recebeu o primeiro implante cerebral de sempre, começou pode referir que, para que o hacking aconteça, o chip terá de estar ligado a um computador.

E explicou os potenciais efeitos: “Pelo menos nesta altura, hackear o chip cerebral não faria muita diferença. Talvez conseguissem ver alguns dos sinais cerebrais e os dados que a Neuralink está a recolher e, dessa forma, poderiam talvez controlar o meu cursor no ecrã e fazer-me ver coisas estranhas. Mas é só isso” - refere Arbaugh.

No entanto, o paciente admite ainda que "alguém poderia entrar e olhar as minhas mensagens, e-mails e outras coisas”, mas que, para isso, não o poderiam nunca “fazer sozinhos”.

Apesar desta suscetibilidade, o Business Today garante que Arbaugh está sobretudo empenhado no potencial transformador do chip da Neuralink.

Nolan Arbaugh
Nolan Arbaugh é o paciente voluntário de 29 anos que recebeu o primeiro implante cerebral da Neuralink.
Imagem: Neuralink

Após ter ficado paralisado dos ombros para baixo devido a uma lesão na medula espinhal, Nolan Arbaugh recebeu o chip cerebral da Neuralink e passou a conseguir controlar e interagir com dispositivos digitais, usando apenas o pensamento.

Em seis meses a experiência já conheceu alguns problemas técnicos, mas a Neuralink assegura estar a trabalhar em atualizações para a sua solução.

Pedro Alves
À paixão da escrita juntou a da Tecnologia e fez disso profissão durante duas décadas.