nanoscale-yolk-battery-mitA julgar pelo número crescente de descobertas científicas que prometem revolucionar a tecnologia das bateria dos equipamentos móveis somos levados a pensar que estamos bem próximos de uma grande melhoria para breve. Pois bem, a mais recente inovação utiliza uma “gema” de alumínio como motor das novas baterias.

Bom, não é propriamente um ovo na sua concepção literal mas a disposição dos materiais que, no conjunto, prometem revolucionar a capacidade, autonomia e tempo de carregamento das baterias, assenta numa forma idêntica à de um vulgar ovo de galinha.

   

De acordo com um novo estudo do MIT, estaremos na iminência de uma grande melhoria graças à sua invenção de “casca e gema”. Estas novas baterias são constituídas por nano-partículas com a forma de ovo. A casca é uma liga de dióxido de titânio e a gema é um núcleo de alumínio. Para os mais distraídos as baterias libertam energia através da interacção entre os pólos negativos (ánodos) e pólos positivos (cátodos).

Este ovo teria um cátodo de dióxido de titânio, a casca, e um ânodo de alumínio e, ao contrário das actuais baterias de iões de lítio, poderiam expandir e contrair (carregar e descarregar) sem que a sua performance se fosse degradando com o tempo.

Além disso, a utilização do dióxido de titânio permitirá o armazenamento de até 3 vezes mais energia. Por exemplo, uma das novas baterias poderia armazenar 3000 mAh, ocupando o mesmo espaço físico das baterias actuais de iões de lítio. Além disso, suportariam o stress induzido pelo carregamento rápido.

Estaríamos perante carregamentos completos em cerca de 6 minutos e sem a nefasta consequência de ir diminuindo o número de ciclos de bateria disponíveis, uma vez que estas novas células não se degradariam.

Por último, como tantas das mais importantes descobertas científicas, esta aconteceu por mero acaso e, melhor ainda, dada a vasta disponibilidade destes materiais e o processo de construção relativamente simples, a sua produção em massa enfrenta poucos entraves.

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