Quem me conhece sabe que sou um daqueles tipos que para além de geek sou um “forreta” incurável, especialmente quando sei que aquilo que quero comprar ou subscrever, também o conseguiria obter por caminhos mais “tenebrosos” e de alguma forma, ou mais barata, ou até mesmo gratuita.

Não me refiro propriamente a “pirataria” mas deixo isso à consideração da vossa imaginação. Deixando de lado este “disclaimer”, vamos então passar para o que realmente interessa.

   

Como qualquer entusiasta de novas tecnologias e expert em pesquisas no google e afins, sempre disse, até há 3 semanas, que nunca na vida iria subscrever a esses serviços de streaming multimédia que tanto estão na moda hoje em dia. Exemplos claros disso são mesmo o Netflix e o Spotify. “E porquê?” perguntam vocês. Bem é uma pergunta fácil de responder… porque tudo o que estes dois serviços me poderiam oferecer, eu conseguia ter de forma gratuita por esses tais “caminhos tenebrosos”.

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Ainda para mais depois de ter descoberto há bem pouco tempo uma das maravilhas do streaming e do novo consumo de series e filmes em casa e no sofá. Claro está que pouco conseguirá bater uma box Android chinesa baratíssima, com o saudoso Kodi instalado. Ufff… quantas horas desde então tenho passado com os glúteos no sofá a consumir tudo o que de novo saiu de series americanas, tudo o que é cinema internacional ou obras primas da sétima arte, ou até mesmo a ver futebol “à lá Inácio”.

Ora bem, “mas então se já tinhas isto tudo, não estou a perceber o porquê deste titulo neste artigo?” perguntam vocês novamente e muito bem. As razões foram essencialmente três: Mobilidade, Comodidade e Qualidade.

A versão gratuita do Spotify é extraordinariamente irritante

Por muito que goste do Kodi, é simplesmente impossível conseguir ver o conteúdo que eu quero num HD agradável aos olhos, e no que toca a música a versão gratuita do Spotify é extraordinariamente irritante para quem quer escolher a música a ouvir no smartphone, ou ouvir algo sem consumir o apertadíssimo plano de dados, que em Portugal um planos de dados já sai mais caro que comer caviar ao pequeno almoço, para já não falar dos irritante anúncios.

Imagem fonte: www.depositphotos.com
Imagem fonte: www.depositphotos.com

Decidi ativar o mês de trial do Netflix e subscrever um mês de Spotify Premium

Do nada e num momento de loucura, decidi ativar o mês de trial do Netflix e subscrever um mês de Spotify Premium. E meus amigos, a minha maneira de consumir conteúdo multimédia mudou radicalmente. Mas sim, os glúteos continuam a passar algum tempo no sofá. “Então mas explica lá melhor isso?” perguntam vocês novamente com uma assertividade incrível.

Muitos destes pontos nem vão ser novidade, mas são tipo aquelas coisas que só percebes que dão um jeitão quando utilizas:

Mobilidade – Há uma característica na app do Netflix, que eu não sabia que existia, que nos permite fazer o download de muitas das series e filmes e ver em qualquer lugar através no nosso smartphone Tablet, etc. (atenção que esta opção só está disponível para alguns equipamentos) O mesmo acontece com o Spotify Premium, que nos permite fazer o download das listas e músicas favoritas. Devo dizer que os meus 25 minutos de comboio de casa para o trabalho deixaram imediatamente de ser apenas duas opções: livro ou podcast da 4gnews, para um sem número delas!

Comodidade – Agora cada vez mais posso assistir aquela série que estava a acompanhar, diretamente do meu tablet, Mac, smartphone ou Playstation exatamente no minuto em que parei e no episódio que parei. Quantas vezes acontece que já não sabes em que episódio ficaste quando deixaste de ver aquela serie há 2 meses atrás porque… Hmmm… Ok, agora ia fazer uns quantos spoilers de umas quantas series, mas como zelo pelo meu bem estar físico não o vou fazer.

Qualidade – A música é uma das minhas paixões, e sim, já tinha alguma saudade de ouvir música com qualidade. Percebi que afinal os meus earphones Pistons da Xiaomi até são de uma qualidade aceitável, e que o conector jack do meu Honor 8 até nem é assim tão medíocre quanto pensava. O problema eram os mp3 “ripados” e a qualidade áudio fraquinha do youtube. No Spotify Premium esta diferença nota-se. Finalmente consegui também ver que o Rick até transpira consideravelmente cada vez que o nome Neegan vem “à baila”, que a Eleven, tirando o cabelo rapado, até tem cara de miúda, e que a Julie Mao até é mesmo linda de morrer em HD! (Vá adivinhem lá de que serie são estas personagens… se só conseguirem adivinhar as primeiras duas não vou ficar impressionado).

 

Posto isto, tenho ainda mais duas semanas para “curtir”. Bem, “se vou continuar com as subscrições?” perguntam vocês e muito, talvez não porque continuo a ser um geek forreta, mas “man”, foi realmente muito bom…

Nem a Netflix nem o Spotify me pagaram para escrever este artigo (era bom era…), o intuito não foi de todo um incentivo á subscrição de ambos, foi mesmo de confirmar que cada vez mais os serviços que pagamos são cada vez mais adaptados aos dias de hoje e em que a tecnologia, o Marketing e uma ideia genial terão sempre uma palavra a dizer. O consumo multimédia tal qual o conhecemos está a mudar e uma ideia de pay-per-view móvel é cada vez mais uma realidade até para nós lusitanos.

Televisão portuguesa, “põe-te a pau” depois não digas que eu não te avisei…

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Geek desde um tal LG G2, mas gadget lover de nascimento. Apaixonado pela cultura oriental e pela escrita, há 3 anos que trabalha na área do IT e é rodeado de tecnologia que se sente bem. É fluente em estoniano e tem música, series e running como hobbies. Bora lá ver o que o futuro nos reserva!