A nova geração Pixel tem vindo a ser alvo de muitos rumores, com algumas referência menos animadoras que apontam para que a evolução seja incremental face à geração anterior.
O processador Tensor G6 surgia, por isso, como uma das principais esperanças para tornar a série Pixel 11 mais competitiva. Mas os primeiros resultados de desempenho não parecem confirmar essa expectativa.
Pixel 11 Pro XL melhora, mas muito pouco
De acordo com o resultado divulgado, o Pixel 11 Pro XL registou 2.112 pontos em single-core e 5.196 pontos em multi-core no Geekbench 7. À primeira vista, existe uma melhoria em relação ao Pixel 10 Pro XL, que terá alcançado 1.876 pontos em single-core e 5.102 pontos em multi-core no mesmo teste.
A diferença, contudo, é bastante reduzida, sobretudo no desempenho multi-core. E há ainda outro fator a considerar: os smartphones de pré-lançamento nem sempre apresentam o nível de otimização de software que encontramos nas unidades comerciais. Não morre a esperança, mas baixa as expetativas até porque, no mesmo teste, o iPhone 17 Pro obteve 2865 em single core e 8475 em multi core.
Tensor G6 aposta em novos núcleos, mas sacrifica quantidade
O Tensor G6 deve representar uma mudança importante na arquitetura dos processadores da Google. Entre as principais alterações está a alegada utilização de núcleos Arm C1, substituindo os Cortex-X925 utilizados anteriormente.
Segundo os rumores, o processador vai contar com:
- 1 núcleo Arm C1-Ultra a 4,11 GHz;
- 4 núcleos C1-Pro a 3,38 GHz;
- 2 núcleos C1-Pro a 2,65 GHz;
A Google pode estar a apostar numa estratégia diferente, privilegiando eficiência e otimização em vez de perseguir diretamente os números de desempenho bruto apresentados pelos rivais.
O problema do Pixel 11 pode estar na falta de evolução
A questão mais preocupante para a Google não é necessariamente o facto de o Tensor G6 não liderar os benchmarks. A verdadeira questão é o ritmo de evolução da série Pixel.
Se os rumores sobre baterias, memória RAM e um aumento relativamente limitado de desempenho se confirmarem, a série Pixel 11 pode enfrentar dificuldades para justificar o preço e escolha num mercado onde os consumidores têm cada vez mais alternativas.
A Google tem apostado fortemente na inteligência artificial e na integração entre hardware e software como forma de diferenciar os Pixel. Essa estratégia pode continuar a funcionar, mas torna-se mais difícil ignorar as diferenças de desempenho quando os concorrentes oferecem processadores significativamente mais rápidos.
Por enquanto, será necessário esperar pelo lançamento oficial e por testes realizados com unidades comerciais antes de tirar conclusões definitivas.