Testei os todos os Pixel 11: o defeito de que todos falam afinal não importa

O processador, mas principalmente a gráfica, são os aspetos mais criticados dos Pixel 11. Mas não fazem assim tanta diferença se não jogares títulos intensivos.

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Ao longo das últimas semanas tenho vindo a testar a mais recente série de smartphones da Google. Primeiro o Google Pixel 11 Pro XL, depois o Pixel 11 Pro e, enquanto escrevo este artigo estou a preparar ainda a análise ao Pixel 11.

Todos estes equipamentos partilham o mesmo processador: o mais recente Tensor G6. Já muito por aqui escrevemos que não são processadores pensados para fornecer o maior desempenho gráfico. Aí ficam atrás da concorrência. Mas isso faz assim tanta diferença no dia a dia?

No dia a dia, o processador Tensor G6 é igual a qualquer outro topo de gama

Neste artigo não pretendo trazer-te números, mas sim a perspetiva de quem está há quase um mês a testar estes equipamentos. Muitos dizem que o Tensor G6 não é um processador topo de gama. E sim, não tem os números de benchmarks de um Snapdragon 8 Elite Gen 5.

A grande questão é que, para quem não gosta títulos extremamente pesados, a experiência é igual à de qualquer outro topo de gama. A transição entre aplicações é bastante suave, os smartphones voam em qualquer tarefa de trabalho e, mais importante que isso, não notei grandes sobreaquecimentos (mesmo a testá-los em dias de calor).

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Os Pixel seguem uma máxima semelhante à dos MacBook

Penso nestes Pixel 11 como aquilo que os MacBook continuam a ser. Costumamos dizer à boca cheia que ninguém compra um MacBook para jogar. Principalmente se for para jogos pesados. E há que ser honesto: se isso é a tua prioridade vai para outro smartphone.

Contudo, se queres um smartphone com Android limpo, 7 anos de atualizações e com pormenores que mais nenhum Android tem, é à porta da Google que deves bater. O smartphone sente-se premium na construção e o ecrã é excelente para visualização sob luz solar direta. E claro, os Pixel 11 têm das melhores câmaras do mercado para fotografia.

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Velocidade de carregamento é ponto a melhorar

Os olhos também comem: pessoalmente que são os smartphones mais bonitos do mercado. E a autonomia dá para um dia de uso mais intenso, embora já se comece a pedir algo mais como em alguns concorrentes. Se tivesse de lhes apontar um defeito, onde gostaria que realmente melhorassem é na velocidade de carregamento com fios.

É que 30 W na versão base e 45 W na versão XL já começa a parecer pouco. Sim, Samsung, isso também se aplica a alguns dos vossos topos de gama. Facto é que para quem não tem jogos como prioridade, este é dos melhores smartphones que o dinheiro pode comprar.

Bruno Coelho
Bruno Coelho
Bruno Coelho é Editor-chefe do 4gnews. Foca-se em smartphones, áudio, telecomunicações e carros elétricos. Alia mais de 400 reviews desde 2017 a visitas a fábricas de smartphones na China e coberturas do MWC e IFA.