Bitcoin: criptomoeda atinge novo recorde a caminho do ouro digital!

Rui Bacelar
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A primeira e mais famosa criptomoeda do mundo atingiu um novo recorde este sábado. Do dia para a noite o Bitcoin (BTC) valorizou mais de 5%, ao passo que a capitalização de mercado saltou para os 879,4 mil milhões de euros, perto do "bilião" de dólares.

O valor da capitalização de mercado, também conhecido como market cap, é calculado ao multiplicar o preço atual do BTC pela respetiva oferta em circulação atual - o valor de Bitcoin atualmente líquido em circulação.

Bitcoin atinge novo recorde de capitalização de mercado

Bitcoin, ether hit fresh highs https://t.co/J1a2ub0wVn pic.twitter.com/YYuzZnPRoM

— Reuters (@Reuters) 20 de fevereiro de 2021

A criptomoeda vem assim contrariar as opiniões de vários especialistas no campo da Economia que lhe apontavam uma queda eminente, continuando a insistir no "rebentar da bolha". Pelo contrário, a criptomoeda continua a crescer e a valorizar.

O descrédito dos analistas que apontam a volatilidade da moeda torna agora impossível não contar a Bitcoin entre as principais moedas do mundo. Desde o início de fevereiro que a BTC teve uma valorização de cerca de 60%, tendo no início da semana batido novos recordes, chegando a valer 51 mil dólares.

Agora, com a nova valorização de mercado a Bitcoin salta para os 52 mil dólares, um aumento semanal de 8% que veio alavancar o demais mercado de criptomoedas. Os dados são avançados pelo website CoinMarketcap, atestando a força do BTC.

Mais concretamente, esta fonte aponta uma capitalização de 982 milhões de dólares, sendo este o valor de toda a moeda digital em circulação atualmente.

Aliás, caso se some o valor de todas as criptomoedas em circulação, o seu valor pode ultrapassar os 1,5 triliões de dólares.

Criptomoedas
O novo pico nas criptomoedas após a última quebra. Fonte: Reuters

Importa sublinhar que este novo período de bonança para as criptomoedas parte do apoio que as Big Tech dão a este mercado digital. Empresas como a Tesla têm sido ávida fonte de fomento à Bitcoin, e até à Dogecoin, a título de brincadeira.

Além da Tesla, nomes como a Mastercard e a BNY Mellon têm mostrado sinais de aceitação, sendo o mesmo replicado pela massa de investidores, sobretudo os mais atentos ao setor tecnológico.

Os especialistas ainda desconfiam da Bitcoin

Apesar da nova alta, as criptomoedas e demais ativos digitais continuam a ser olhados com desconfiança, um hedge mais pobre para grandes perdas em ações. Apontam-lhe também os benefícios de diversificação questionáveis, dada a diferente natureza de cada moeda e respetiva missão.

A propósito, colhendo o testemunho da JP Morgan "(...) as correlações com ativos cíclicos aumenta à medida que a propriedade criptográfica é incorporada". Os analistas desta entidade apontam que o valor da Bitcoin está muito acima das estimativas daquilo que seria o valor justo da moeda.

Em síntese, a volatidade das criptomoedas, das quais o Bitcoin é o exemplo paradigmático, continua a ser um obstáculo à sua implementação como opção viável para pagamentos generalizados.

A caminho do ouro digital?

Por outro lado, a Bitcoin é aclamada como o ouro digital pelos entusiastas das criptomoedas. Algo que justificam com a possibilidade da Bitcoin e outras criptomoedas se salvaguardarem face às taxas de inflação despoletadas pelos governos e entidades soberanas de cada país, sobretudo neste contexto pandémico.

Por fim, de acordo com o testemunho colhido pela agência Reuters, a Bicoin teria que saltar para 146 mil dólares a longo prazo para que a sua capitalização de mercado iguale ou supere o investimento total do setor privado no ouro, feito através de ações ou barras do metal precioso.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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