A Asus tem vindo a fazer um trabalho muito louvável um pouco por todos os ramos da tecnologia mas, nos últimos anos, decidiu que quer também ser forte no mundo mobile. Ora, nesse sentido, em 2016 apresentaram o Asus Zenfone 3, um produto que prometia ser inovador, de excelente qualidade e a um preço aceitável.

Uma das tarefas que mais levamos a sério na 4gnews, são as nossas reviews. Testar e analisar um equipamento não é tarefa que se possa fazer em um ou dois dias, ainda que muitos o façam. Uma review deve ser uma análise que retrate da forma mais genuína a qualidade que determinado equipamento ou produto possui. Daí que aqui, na 4gnews, testamos sempre os equipamentos alvo de review entre uma a duas semanas, para tentar que não nos escapem pormenores que possam estar disfarçados.

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Assim sendo, no final de novembro passado, o destino proporcionou-me que tivesse um Asus Zenfone 3 (ZE520KL). Desde logo fiquei positivamente surpreendido pela sua grande qualidade de construção, design e aparente fluidez uma vez que a gama anterior, Asus Zenfone 2, ao longo dos tempos foi recebendo muitas críticas. Contudo, ao longo destes meses em que vou usando o Asus Zenfone 3 como equipamento diário, começo a descobrir-lhe os pontos menos fortes.

Nativamente, o Asus Zenfone 3 veio com o Android 6.0 Marshmallow e desde que tive o meu, recebi umas duas atualizações de software que deram, não só a mim mas também a muitos dos utilizadores membros dos vários grupos de Facebook, a sensação de que a fluidez do equipamento e autonomia tinham sofrido um decréscimo.

Com o android nougat no Asus Zenfone 3, confesso que estava à espera de mais, muito mais.

Porém, a 8 de março deste ano, o equipamento da gama mais recente da Asus recebeu o a atualização para o Android 7.0 Nougat e confesso que estava à espera de mais, muito mais.

Já depois de instalada a atualização para o Nougat e após instalar atualizações posteriores, tenho vindo a deparar-me com alguns pormenores que ofuscam o brilho exterior deste Asus Zenfone 3.

Para começar, a ZenUI (interface nativa da Asus) encontra-se com muitos bugs e faz com que muitas vezes as apps encerrem inesperadamente durante o multi-window e, de vez em quando, o próprio smartphone reinicie. Este motivo já “obrigou-me” a utilizar um launcher diferente.
Os dois problemas seguintes recaem nas tecnologias wireless: Wi-Fi e Bluetooh. Quanto ao primeiro, ao longo dos tempos constatei que o smartphone demora a conseguir ligar autonomamente a uma rede Wi-Fi, isto é, em comparação com alguns BQ´s ou Honor´s, estes assim que detetam uma rede, mesmo quando os equipamentos estão em stand-by, conectam instantaneamente à rede e dão-te logo todas as notificações que tenhas. Isto não acontece no Asus Zenfone 3, pelo menos de forma tão instantânea.

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Quanto ao Bluetooth, tive alguns problemas graves. Várias vezes confrontei-me com o facto de ter uns 5 equipamentos emparelhados e, quando ligava o Bluetooth, este automaticamente seleccionava um dos emparelhados, tentava obter conexão e não deixava seleccionar o dispositivo com o qual eu queria, efetivamente, conectar. Aqui sim, já considero tratar-se de uma falha grave.

A autonomia deste Asus Zenfone 3 já foi bem melhor.

Para além do já referido, apesar de ter carregamento rápido, o Asus Zenfone 3 já não é tão rápido a carregar como antes. Antes precisava de cerca de 90 minutos para carregar completamente o equipamento e agora necessito de mais de duas horas. A autonomia da bateria é algo que também me tem vindo a decepcionar seriamente.

Se assistes às nossas LivePodcast´s, sabes que há algum tempo referi que apesar deste equipamento ter uma bateria de 2650 mAh, a autonomia era surpreendente porque eu conseguia ter dois dias de autonomia, com utilização média-alta, ainda que sem jogos, mas com perto de duas horas de dados móveis à mistura.

Pois bem, hoje em dia isso já não é assim. Quando faço uma utilização mais intensiva, tenho de gerir bem a autonomia para que possa chegar, sem problema, ao final do meu dia. Falando em resultados de ecrã ligado, nos primeiros dias conseguia muito perto das 7 horas de ecrã ligado e agora dificilmente consigo muito mais do que quatro horas.

Com quinze euros, algum jeito manual e um vídeo do Youtube, consegui colocar um novo painel traseiro.

Por fim, critico a fragilidade do corpo do equipamento. Ainda que o ecrã tenha proteção Corning Gorilla Glass, o mesmo não parece acontecer no restante equipamento. Digo isto porque o meu Asus Zenfone 3 sofreu uma queda de uns quarenta centímetros e a sua traseira ficou completamente partida. Felizmente, com quinze euros, algum jeito manual e um vídeo do Youtube, consegui colocar um novo painel traseiro que comprei no Ebay e que tem uma qualidade incrível.

Em forma de conclusão, o Asus Zenfone 3 continua a ser uma boa compra, principalmente ao preço a que se começa a encontrar. Contudo, pessoalmente foi uma pequena desilusão pelo decréscimo de performance ao longo do tempo.

A título pessoal, acredito que para países como o Brasil, em que têm um mercado mobile bastante restrito, esta poderá ser uma boa solução. Contudo, no caso português, se és um utilizador exigente e se procuras um bom smartphone que dure uns dois anos, esta poderá não ser a solução mais adequada, mesmo em loja física portuguesa.

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Fonte4gnews
Estudante de Direito e amante de tecnologia. Tudo o que é inovador na vida atrai-me (menos comida muito "fora do normal"). No meio tecnológico, aprecio particularmente smartphones, computadores e automóveis. Integrar a equipa da 4gnews começou por ser um desafio pessoal e agora é um orgulho coletivo.