A Samsung finalmente atendeu ao pedido dos utilizadores e implementou baterias de silício-carbono nos seus smartphones dobráveis Galaxy Z Fold 8, Galaxy Z Fold 8 Ultra e Galaxy Z Flip 8. Estes são os primeiros smartphones da marca a utilizar este tipo de bateria, e a grande vantagem desta evolução tecnológica está no aumento da capacidade.
Neste ano, a fabricante sul-coreana lançou o Galaxy Z Fold 8, que mudou de formato e conta com uma bateria de 4800 mAh, enquanto o Z Fold 8 Ultra tem uma bateria de 5000 mAh, a mesma capacidade do Galaxy S26 Ultra. Isto mostra uma evolução considerável em relação ao Z Fold 7, que tinha uma bateria Li-Po (polímero de lítio) de 4400 mAh.
Apesar de também contar com uma bateria de silício-carbono, o Galaxy Z Flip 8 é o único modelo que não evoluiu em relação ao seu antecessor, mantendo os 4300 mAh do Z Flip 7. No entanto, a utilização da bateria SiC permitiu deixar o aparelho mais fino, pois agora tem 13,1 mm de espessura, uma redução considerável em relação ao Z Flip 7, com 13,7 mm.
Velocidade de carregamento também evoluiu
Outra grande evolução relacionada com a bateria está na capacidade de carregamento. Agora, tanto o Fold 8 quanto o Fold 8 Ultra contam com carregamento rápido de 45 W e carregamento sem fios de 20 W. Para efeito de comparação, o Z Fold 7 contava com carregamento com fios de 25 W e sem fios de 25 W.
Tendo testado alguns smartphones com carregamento de 45 W, posso afirmar que essa é uma evolução que faz muito sentido para utilizadores que, como eu, têm pavor de ficar sem bateria nos dispositivos móveis.
Apesar da evolução nos smartphones Fold, o Flip 8, além de não ter aumentado a capacidade da bateria, também não evoluiu na velocidade de carregamento, mantendo os 25 W com fios e 15 W sem fios.
As vantagens das baterias de silício-carbono
Como mencionado, a principal vantagem das baterias de silício-carbono está na capacidade, uma vez que contam com uma densidade de energia muito superior à das baterias de lítio graças à utilização de silício no seu ânodo em vez de grafite.
Com isto, as baterias SiC conseguem armazenar mais energia num espaço menor. Ou seja, além de terem mais capacidade, são mais finas e leves em comparação com as baterias de lítio, o que é especialmente útil para smartphones dobráveis, que estão cada vez mais finos.
Samsung demorou para implementar esta tecnologia
Os primeiros smartphones com baterias de silício-carbono foram lançados por volta de 2023 e, desde então, muitas fabricantes têm implementado a tecnologia nos seus dispositivos para trazer capacidades cada vez maiores.
Nos últimos anos, baterias com mais de 5000 mAh já se tornaram comuns, e esse número é facilmente superado por marcas como a Xiaomi e a Realme, com o Xiaomi 17T Pro e o Realme GT 8 Pro, ambos com 7000 mAh, além do recém-lançado Redmi Note 17, que tem uma bateria de 9000 mAh.
Vendo estes números, podes estar a perguntar-te: “Então, por que razão a Samsung continua com capacidades discretas em relação aos concorrentes mesmo utilizando esta nova tecnologia de bateria?”.
Apesar de implementar o silício-carbono, as baterias dos novos dispositivos dobráveis da Samsung contam com um teor muito baixo de silício, e é por isso que a capacidade continua reduzida em comparação com os aparelhos de marcas rivais.
Tanto é que a Samsung nem chegou a divulgar, no anúncio dos dispositivos, que as baterias dos seus lançamentos são de silício-carbono, como observou o site Android Headlines.
Nesta implementação da tecnologia, a Samsung parece estar a priorizar a segurança em vez do desempenho máximo que as baterias SiC podem entregar. Isto provavelmente está relacionado com o problema do Galaxy Note 7, lançado em 2016, que utilizou um design de bateria diferenciado para aumentar a capacidade do dispositivo. Isso resultou em diversos incidentes de explosão, levando a Samsung a fazer um recall de 1,9 milhões de smartphones em todo o mundo.
Agora, com as baterias de silício-carbono, a situação é completamente diferente, pois elas contam com gestão de calor e outros aspetos que garantem a segurança desta tecnologia, como diversas fabricantes que já fazem uso destas baterias provaram. Ainda assim, a Samsung prefere fazer esta transição com a garantia de que não terá problemas como os que enfrentou no passado.
Este deve ser apenas o início da utilização das baterias de silício-carbono nos dispositivos Galaxy, tendo a Samsung informado ao Android Headlines que pretende lançar mais produtos com esta tecnologia. Os modelos topo de gama da linha Galaxy S e os intermédios das linhas Galaxy A e M estão prestes a ficar mais finos e a receber baterias ainda maiores? Estou ansioso por descobrir.
