Apple sofre mais acusações de práticas anti-concorrência. Entende as razões

António Guimarães
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Conforme avança o Financial Times, a subsidiária da Kobo, Rakuten, efetou uma queixa formal à Comissão Europeia em relação às práticas da Apple na App Store. Tratam-se das comissões que a Apple cobra aos serviços e aplicações por estarem disponíveis na loja de aplicações.

No caso da Rakuten, a Apple cobra 30% de comissão em todos os livros digitais (e-books) que são vendidos na Apple Store. Além disso, a Apple promove ainda o seu serviço Apple Books. A Rakuten detalhou na sua queixa formal que estas são práticas anti-concorrência.

A recolha de 30% das comissões não é novidade e a Rakuten não é a primeira empresa a fazer este tipo de queixa formal contra a Apple. O Spotify tem vindo a "bater de frente" com a Apple nos últimos anos, pelas mesmas razões que a Rakuten.

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Empresas tem lutado contra a "taxa" da Apple

Rakuten, Spotify e Netlix. Estas são algumas das empresas que tem entrado em conflito com a Apple devido às suas práticas injustas. Além de cobrar a grande taxa de 30% pelas subscrições feitas na plataforma, a empresa possui ainda serviços concorrentes às empresas mencionadas.

Dessa forma, de tempos em tempos a Apple enfrenta acusações de práticas anticoncorrência. Como as leis na Europa são mais restritas nesse sentido, as empresas queixam-se formalmente à Comissão Europeia de forma a obter algum tipo de resultados, pois nos Estados Unidos seria mais complicado.

Mesmo assim, estas acusações normalmente resultam processos de tribunal que se prolongam. Eventualmente, talvez a Comissão Europeia emita uma multa à Apple. Até lá, ficará em "água de bacalhau".

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António Guimarães
António Guimarães
Juntamente com os seus atuais companheiros Mi A2 e Surface Go, batalha para elucidar as massas sobre todos os acontecimentos da esfera tecnológica. "Informação é poder" é a frase que o acompanha diariamente. Talvez um dia a coloque numa t-shirt.