Apple processa empresa para evitar jailbreak no iPhone

Mónica Marques
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A Apple acaba de entrar com um processo judicial contra a empresa israelita de software NSO.

Com esta ação, a empresa de Cupertino pretende evitar que o iPhone seja alvo de jailbreak e que o grupo NSO seja impedido de usar qualquer produto Apple.

Apple quer proibir Grupo NSO de usar qualquer um dos seus produtos, softwares ou serviços

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Foi num comunicado de imprensa que a Apple anunciou que acaba de entrar com o processo judicial contra o grupo israelita NSO, detentor do software Pegasus. No mesmo comunicado, a empresa de Cupertino afirma que o Grupo NSO desenvolveu uma tecnologia sofisticada que permite usar o software Pegasus para espiar e fazer jailbreak aos equipamentos iOS.

De acordo com várias fontes externas a ambas as empresas aqui referidas, alegadamente o Grupo NSO vende o software Pegasus a governos de vários países que depois usam o mesmo para espiar e assediar ativistas, jornalistas e outros cidadãos.

Com esta ação, a Apple pretende evitar que os seus equipamentos sejam alvo de jailbreak, assim como pretende proibir permanentemente a empresa israelita de usar os seus produtos, serviços e software.
Craig Federighi, vice-presidente de engenharia de software da Apple foi ainda mais longe ao afirmar que "atores patrocinados pelo estado, como o Grupo NSO, gastam milhões de dólares em tecnologias sofisticadas de vigilância sem responsabilidade efetiva. Esta situação tem de mudar".

É do conhecimento global que a estratégia da Apple passa também por garantir aos seus utilizadores, o máximo de segurança e privacidade.

E tendo essa premissa em mente, o mesmo responsável da Apple esclarece que "embora estas ameaças à segurança cibernética afetem apenas um número muito pequeno dos nossos clientes, levamos muito a sério qualquer ataque aos nossos utilizadores; e estamos a constantemente a trabalhar para fortalecer as proteções de segurança e privacidade no iOS para manter todos os nossos utilizadores seguros".

Apple doou 10 milhões de dólares a organizações anti-rastreamento

A Apple aproveitou ainda a ocasião para elogiar o trabalho de organizações como a Amnistia Internacional e o Citizen Lab, por estas terem encontrado índicios de que o software Pegasus está a ser usado para hackear iPhones, a nível global.

A empresa de Cupertino anunciou igualmente que doou 10 milhões de dólares para apoiar as organizações anti-rastreamento cibernético e que esse valor poderá aumentar, consoante o valor que a empresa receber decorrente do processo judicial contra o Grupo NSO.

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Mónica Marques
Mónica Marques
Como jornalista de tecnologia assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech ao longo de mais de 20 anos de carreira.