Sempre fui team Windows e Android, sem exceção. Nunca tinha tido um equipamento Apple em casa, nem por curiosidade, nem por necessidade.
Por isso, quando decidi trocar o meu Lenovo de 2022 pelo MacBook Neo, sabia que ia ser uma mudança e pêras! Agora, após quatro meses de uso diário, posso dizer que a experiência superou completamente as minhas expectativas.
O MacBook Neo chegou ao mercado (português) em março de 2026 como o portátil mais acessível de sempre da Apple, colocado abaixo do MacBook Air na hierarquia da marca. O valor chocou todos: 699 euros pelo modelo de 256 GB, 799 euros pelo modelo de 512 GB. Neste momento, cada modelo encareceu 100 euros. Porém, com desconto de estudante (ou professor), podes poupar esses mesmos 100 euros.
A diferença mais curiosa está no processador. Em vez dos chips M que equipam o resto da gama Mac, o Neo usa o A18 Pro, o mesmo tipo de chip que a Apple usa no iPhone 16, ainda que numa versão adaptada para este portátil.
Comprei a versão de 256 GB de armazenamento, com 8 GB de memória unificada. A construção em alumínio dá um toque premium que a esmagadora maioria dos Windows (mesmo de valores bem superiores) não têm.
Tem um ecrã Liquid Retina de 13 polegadas que inicialmente me causou algum receio porque vinha de um 15,6' polegadas.
Ainda assim, apesar de achar que um de 14 polegadas seria ainda melhor, estou satisfeito com o tamanho deste. A resolução é de 2408 por 1506 pixels.
O choque inicial

A primeira semana foi, sem dúvida, de adaptação. Vinha de anos habituado aos atalhos de teclado do Windows, e a mudança para o macOS obrigou-me a reaprender praticamente tudo, desde o copiar e colar até à forma de alternar entre janelas.
Nos primeiros dias, cheguei a sentir-me mais lento a trabalhar do que estava habituado, precisamente por estar constantemente a hesitar (e a ter de pensar) sobre que combinação de teclas usar.
A tecla Command, que substitui o Control em quase todas as funções, foi provavelmente o maior obstáculo mental a ultrapassar (bem como a sua localização no teclado por comparação com o Windows).
Passada essa fase inicial, no entanto, tudo mudou. Comecei a perceber a lógica por trás do sistema e rapidamente os novos atalhos tornaram-se naturais.
A fluidez que conquista qualquer um

A fluidez do macOS no dia a dia, a rapidez com que o sistema abre aplicações e alterna entre elas. Sou alguém que tem sempre pelo menos 12/13 separadores abertos (e outras apps abertas em segundo plano) e nunca senti qualquer lag, seja a mudar de separador ou a usar determinada aplicação.
A qualidade do ecrã, mesmo sendo a versão de entrada da gama, é nitidamente superior ao que estava habituado no Lenovo, tanto em brilho como em nitidez de texto e imagem.
A autonomia da bateria também merece destaque. Consigo passar um dia inteiro de trabalho sem preocupações com o carregador por perto.
Por experiência própria, posso afirmar que ronda as 12/13 horas de utilização normal. O teclado, apesar de ligeiramente diferente do que estava habituado, revelou-se confortável e o trackpad é claramente mais preciso e responsivo do que qualquer trackpad que já tinha usado num portátil Windows.
Voltar ao Windows? Não, obrigado

Hoje, sinceramente, já não me vejo a voltar ao Windows. Não porque o sistema da Microsoft seja mau, mas porque a experiência conjunta de hardware e software da Apple, mesmo neste modelo de entrada, trouxe uma fluidez e uma tranquilidade que não esperava sentir tão depressa.
Se me pedissem para definir em poucas palavras a mudança diria: sensação premium num portátil low cost (digo isto porque o consegui comprar abaixo dos 600 euros, bem antes desta subida de preços).
Para quem, como eu, sempre torceu o nariz à ideia de mudar de ecossistema, esta troca acabou por ser uma das decisões tecnológicas mais acertadas que tomei nos últimos tempos, sobretudo porque até me custou menos do que o Lenovo havia custado há quatro anos.