Quem paga a assinatura do Apple Music em Portugal já pode ter reparado numa surpresa desagradável. É que apesar de uma grande novidade em junho, nos últimos dias os preços subiram em todos os planos.
A Apple confirma o aumento e aponta a mesma justificação de sempre nestes casos: os custos de licenciamento de música, pagos a editoras e detentores de direitos de autor, dispararam.
A subida não poupou nenhum dos três planos do serviço, mas não foi igual para todos. O plano Individual passa de 7,49 para 8,99 euros por mês, um aumento de 1,50 euros.
O plano Estudante sobe um euro, de 3,99 para 4,99 euros. Mas quem sente mesmo o golpe é quem tem o plano Familiar, que passa de 11,99 para 14,99 euros, ou seja, mais três euros todos os meses, o equivalente a 36 euros a mais por ano só nesta subscrição.
Os novos valores já estão visíveis na página portuguesa do Apple Music para quem está a subscrever agora pela primeira vez.
Quem já é assinante não vai ver a mudança de imediato já que a Apple costuma aplicar estes aumentos aos clientes existentes apenas no próximo ciclo de faturação, e só depois de enviar uma notificação a avisar da alteração.
Apple One mantém preços
Há uma exceção neste ajuste de preços que vale a pena assinalar. O Apple One, o pacote que junta vários serviços da Apple numa só subscrição, continua com os valores anteriores em Portugal, pelo menos para já.
O plano Individual mantém-se nos 16,95 euros por mês, o Familiar nos 21,95 euros e o Premium nos 30,95 euros. Para quem já tinha o Apple One com o Apple Music incluído, isto significa, na prática, escapar ao aumento direto do serviço de música, pelo menos por agora.
Esta é a primeira alteração de preços do Apple Music em Portugal desde 2022. Porém, a Apple não está sozinha neste movimento.
É que o Spotify também tem vindo a rever os valores das suas subscrições nos últimos meses. Esta é uma consequência que resulta do facto de as editoras exigirem, cada vez mais, uma fatia maior das receitas.
