Apple iPhone

O Apple iPhone 7 não terá grandes diferenças face à geração anterior. Disso podem ter a certeza e mesmo que barafustem de nada adiantará. Aliás, se és um utilizador e fã de smartphones Android isto para ti já não é novidade, é a rotina normal. Se és um utilizador de iOS já estás a contar com esta estabilidade a que a Apple tão bem te habitou.

Esta batalha entre adeptos de Android e iOS já dura há vários anos e todos os aspirantes ao topo do mercado dos smartphones acabam por imitar a Apple de uma ou outra maneira e isto já é tão comum que se criou um autêntico clima de confiança que nem a Apple nem a Google desejam alterar.

   

A Apple não precisa de inovar, basta aprimorar um ou outro aspecto no seu “novo” Apple iPhone 7 para que grande parte das construtoras Android tirem uma ou outra inspiração da fonte Apple. Sempre assim foi, sempre assim será, com as devidas excepções é claro. Prova disso é o LG G5 que não teve receio de “reinventar o smartphone” com a sua filosofia modular, mesmo que isso obrigasse a um certo sacrifício da qualidade de construção do seu topo de gama. Olhe-se também para a Samsung que conseguiu quebrar o molde e mostrar ao mundo as suas “edges” este ano e no ano passado. Isto é inovação mas viram a indústria a seguir-lhes os passos? Obviamente que não, afinal de contas não se chamam Apple.

iPhone SE 1

O exemplo mais notório da inércia da Apple são os seus Mac’s e mesmo os MacBooks. Geração após geração eles continuam iguais a si mesmos. Elegantes, bem construídos, mais finos, mais potentes, com novo software mas com o mesmo ADN e isso é algo a que nos habituamos e algo que muito dificilmente queremos que mude. Aliás, quando comprar um novo computador vou optar por um Mac e não quero nada de espetacular. Quero uma máquina fiável, um “motor bem oleado” que possa ser utilizado todos os dias sem ter que me preocupar com nada para além do trabalho que preciso de fazer nele. Ah, e o Apple iPhone SE, é mesmo preciso falar disso? Vá, deixem-se de tretas, aquilo tresanda a 2012.

Sei que nunca poderei jogar tão bem como num PC mas também já não tenho idade para brincar aos setups ou passar serões colado ao ecrã (ainda que a ideia continue a ser sedutora) a verdade é que esse tempo já passou e felizmente os meus objectivos pessoais vão mais além do que ter um canal de gaming ou algo dentro desse género. Nada contra os profissionais/entusiastas da área (é um hobby como qualquer outro) mas não há aqui nada que me possa enriquecer enquanto pessoa. Se bem que eu sou daqueles seres estranhos que prefere um livro ou passear ao ar livre, vá se lá entender!

Huawei Nexus 6P 4gnews 1234Com o iPhone é exactamente a mesma coisa e o Apple iPhone 7 será precisamente isso. Mais do mesmo e isso é ótimo!

Antes que me chames retardado, vamos fazer uma pausa e aproveita para respirar porque, neste momento, se fores adepto de Android deves estar a achar que sou fã da Apple e tal não poderia estar mais longe da verdade, tal como não sou fã devoto do Android. Sou fã do pragmatismo, sou fã do equipamento que der melhor resposta às minhas necessidades e de preferência sem me chatear muito pelo caminho mas voltemos ao Apple iPhone 7.

Com efeito, o Apple iPhone 7 será apresentado oficialmente em setembro próximo e vai ser muito semelhante ao seu antecessor, disto tenho a certeza porque os utilizadores da marca gostam da ideia de adquirir um novo produto que não lhes cause estranheza, que não seja esquisito e que não obrigue a ter que aprender como é que ele funciona. A magia da Apple está mesmo aqui e mesmo que os dispositivos Android tenham mais esta ou aquela funcionalidade, raro é o utilizador de iPhone que mudaria para Android por causa disso.

Em suma, a Apple criou uma relação de confiança com todos os seus utilizadores e não é à toa que durante as suas apresentações  referem sempre o elevado grau de satisfação para com os seus dispositivos, ou a maneira de como esta ou aquela “novidade” vai melhorar a vida dos utilizadores. A Apple mima o seu público, fá-los sentir especiais, pertencentes não a uma elite mas a um autêntico “dever ser” e quando se tem essa sensação de satisfação ninguém precisa de mais 1 ou 2GB de RAM ou coisa parecida.

A Apple não faz grandes mudanças nos seus iPhones quando lança um novo modelo e nem o pode fazer! O público está à espera de um Apple iPhone 7 com um pouquinho mais de bateria, que dê para tirar melhores selfies e basicamente é isso. Quem tem um iPhone quer que o seu equipamento continue a ser reconhecido, fiel a si mesmo, está habituado a uma certa conduta (mesmo que inconscientemente) e se o Apple iPhone 7 fosse radicalmente diferente e inovador, não iria vender. Porquê, a confiança no “status quo”, no equilíbrio entre inovação e tradição, nesta formula genialmente concebida pela gigante de Cupertino.

Por último e porque já me estou a alongar em demasia, a Google tem uma atitude completamente oposta. Encoraja as construtoras a fazer algo novo, revolucionário, refrescante e que nos arranque do sofá! Isto também é importante, nem todos os utilizadores valorizam sobretudo a confiança, por vezes cega, nos seus dispositivos acima de tudo o resto.

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Já referi o caso da Samsung mas aproveito para frisar a massificação dos óculos de realidade virtual, os Gear VR, da LG com o seu smartphone modular e personalizável até uma certa extensão. Até a Sony inovou ao tornar os seus equipamentos à prova de água e sendo reconhecida por isso mesmo. É certo que algumas destas inovações são melhor recebidas do que outras mas, todas elas, são avanços tecnológicos que não vemos nem veremos tão cedo na Apple. Quanto muito vão acabar com o jack de 3.5mm e chamar-lhe inovação, ui!

Veja-se o exemplo da Motorola que veio quebrar tabus no mercado de gama média, veja-se a Asus e a espanhola BQ que seguiram as mesmas passadas. Veja-se o exemplo da Huawei lutou dia após dia até conseguir ser reconhecida e selecionada pela Google para construir o melhor Nexus até à data. Veja-se a Xiaomi, OnePlus e um sem fim de marcas chinesas que se esmeram pela relação qualidade/preço.

O que te quero dizer, caro leitor, é que enquanto as construtoras Android vão continuar a tentar surpreender-te com todas as capacidades dos seus smartphone, mostrando-te tudo aquilo que eles conseguem fazer, primando pelo avanço e pela inovação. Face a isto, o Apple iPhone 7 vai chegar e afirmar-se no mercado tal e qual os seus antecessores bastando-lhe tão somente dizer: “Apple é Apple”.

Mas bastará a confiança ou precisará o Apple iPhone 7 de inovar a sério em algum aspecto? O que me dizes, paciente leitor?

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