A Google apresentou nesta quinta-feira (7) o seu novo wearable da marca Fitbit, a Fitbit Air, uma pulseira inteligente que tem a proposta de levar as tecnologias de monitorização de saúde para mais pessoas, ao apostar num formato minimalista, num visual discreto e em diversas opções de cores.
Como explica a Google, a Fitbit Air é o dispositivo mais pequeno já lançado pela empresa e foi pensado especificamente para pessoas que consideram os wearables volumosos, complicados e caros — o que é o meu caso nestes três cenários.
O novo wearable da Google conta com sensores que podem avaliar a frequência cardíaca 24 horas por dia, 7 dias por semana, além do ritmo cardíaco, com alertas de fibrilhação auricular (batimentos cardíacos em ritmo irregular), fases e duração do sono e muito mais.
As informações de monitorização de saúde e condição física ficam armazenadas na aplicação Google Health para telemóvel. Os utilizadores da Fitbit Air também podem iniciar o acompanhamento de atividades físicas específicas através da aplicação. A Google explica que os utilizadores podem escolher o treino que desejam, mas a pulseira também consegue detetar automaticamente o tipo de exercício ao identificar as atividades mais comuns realizadas.
A Fitbit Air chama atenção pela proposta minimalista
A estética simples deste dispositivo, sem nada muito chamativo, é um dos aspetos de que mais gosto na pulseira. Eu uso smartwatches para situações específicas, como praticar exercício físico e passeios em que sei que vou andar muito e quero medir o quanto caminhei naquele dia.
Não nego todas as funcionalidades positivas dos smartwatches e os seus benefícios no dia a dia, como já destacámos no 4gnews, mas este não é o tipo de tecnologia presente em todos os dias da minha rotina. Isto porque não me sinto confortável com este tipo de dispositivo, principalmente devido à construção e à aparência.
Já tive algumas smartbands de que gostei bastante, como a SmartBand 6, que utilizei durante anos. Gostava exatamente da simplicidade e do tamanho reduzido do ecrã. Este tipo de dispositivo é ótimo para quem, assim como eu, não precisa de uma monitorização de saúde com 100% de precisão, mas ainda assim gosta de ter uma noção sobre os batimentos cardíacos e acompanhar os passos ou a intensidade de um treino com estimativas de calorias queimadas.
Com estes aspetos em mente, a Fitbit Air é o tipo de wearable que eu utilizaria na maioria dos dias e em diferentes situações. Parece ser confortável para todo o tipo de atividade física, afinal a pulseira é leve, pesa apenas 12 g, e também conta com resistência à água até 50 metros.
As poucas vezes que dormi com um smartwatch ou pulseira foram para testar a monitorização do sono e, em todas essas ocasiões, lembro-me de sentir um grande desconforto ao acordar. Arrisco dizer que a Fitbit Air parece ser confortável o suficiente até para a utilizar durante a noite.
Além disso, o facto de este dispositivo não ter um ecrã também é um bom aspeto para quem já está farto de ter a atenção tomada pelas notificações das plataformas digitais. A ausência do visor também elimina o medo de o partir.
A Fitbit também tem diversas braceletes feitas pela própria Google que podem ser facilmente trocadas, onde se incluem opções em materiais reciclados e silicone resistente ao suor e à água.
A má notícia, por agora, é a disponibilidade. A Fitbit Air está a ser lançada inicialmente apenas nos Estados Unidos, com um preço de pré-venda de 99,99 dólares. As braceletes adicionais custam 34,99 dólares.
