Não sou nenhum fotógrafo profissional, mas quando quero tirar uma fotografia há noite, de uma paisagem ou de um concerto e não tenho a minha câmera fotográfica, gosto de tirar boas fotografias com o telemóvel, gosto de gravar vídeo com qualidade e fico frustrado quando o resultado final não está à altura do que os meus olhos viram no momento.
O iPhone tem uma câmara excelente e uma experiência bastante fluida. Antes dele, tive um Samsung Galaxy A52, que usei durante bastante tempo. Na altura, era um smartphone com especificações muito interessantes e funcionalidades que me deixavam totalmente satisfeito, ao ponto de nunca pensar trocar para outra marca.
Acabei por mudar para o iPhone não porque estivesse descontente com a Samsung, mas porque queria experimentar um ecossistema diferente. Ainda assim, nenhum dos dois me deu a sensação de ter um smartphone verdadeiramente focado em fotografia, algo que o OPPO Find X9 Ultra parece oferecer.
O zoom que muda tudo
Apesar da impressionante câmara principal de 200 MP, é o zoom ótico de 10x que mais se destaca no Find X9 Ultra. A OPPO desenvolveu um sistema periscópico de prisma quíntuplo que permite captar imagens a longa distância com elevada nitidez, sem obrigar a um módulo de câmaras excessivamente volumoso. O resultado é um nível de alcance que poucos smartphones conseguem igualar atualmente.
A Samsung abandonou o zoom de 10x no Galaxy S24 Ultra e nunca voltou atrás. A Apple nunca foi além dos 5x. A OPPO foi lá e trouxe de volta aquilo que os entusiastas de fotografia móvel sentiam falta. No Find X9 Ultra, o veredicto é claro: as câmaras brilham em todos os aspetos, com destaque precisamente para esse zoom ótico de 10x.
A Hasselblad que se sente na prática
A parceria com a Hasselblad vai muito além de um simples logótipo na traseira. O Find X9 Ultra inclui o modo Maestro, desenvolvido em colaboração com a histórica marca sueca, que procura preservar um aspeto mais natural nas fotografias, reduzindo a dependência do processamento agressivo e dos efeitos artificiais que se tornaram comuns nos smartphones atuais.
Os resultados falam por si. Após mais de 2000 fotografias e vídeos, o Find X9 Ultra demonstrou uma consistência difícil de encontrar no mercado atual. Não é por acaso que surge repetidamente no topo das comparações internacionais quando o tema é fotografia móvel.
A bateria que finalmente chega ao fim do dia
Uma das queixas mais comuns nos flagships modernos é a bateria. Ecrãs enormes, processadores mais potentes e câmaras que gravam em 8K consomem energia a um ritmo que os fabricantes têm dificuldade em acompanhar. O Find X9 Ultra tem uma bateria de silício-carbono de 7.050 mAh, com carregamento a 100W com fio e 50W sem fios. Na prática, a autonomia é excelente mesmo em uso intenso, o que para quem trabalha com o telemóvel durante todo o dia faz alguma diferença.
O único problema tem quatro algarismos
Há uma razão pela qual o Find X9 Ultra não está em todos os bolsos: custa 1.699 euros em Portugal, mais do que o iPhone 17 Pro Max ou o Samsung Galaxy S26 Ultra. É o preço de entrada mais alto dos flagships disponíveis no mercado nacional e é, honestamente, o único argumento sério contra ele.
Para quem vive de criar conteúdo, fotografar ou gravar vídeo com o telemóvel, o investimento pode fazer sentido. Para quem quer simplesmente um bom smartphone do dia a dia, há alternativas excelentes a preços mais acessíveis que entregam 90% da experiência por metade do preço.
O iPhone continua a ser o smartphone que uso todos os dias, mas em termos fotográficos e técnicos, o OPPO Find X9 Ultra deixou-me com muitas dúvidas sobre qual escolheria.
