O novo ranking do AnTuTu vem mexer com uma ideia que muita gente ainda toma como garantida. Mais mAh não significa automaticamente mais autonomia. E os resultados deste ranking de 2026 deixam isso bem evidente.
No topo da tabela aparece o Realme C100, com impressionantes 11 horas e 33 minutos de uso contínuo. Sim, tem uma bateria enorme de 8.000 mAh. Mas reduzir o mérito a esse número seria simplificar demasiado. O desempenho deve muito ao chip e à forma como o sistema Android 16 gere energia e otimiza processos.
Logo atrás, o vivo Y31d e o Honor X8d mostram que há consistência no topo, ambos a ultrapassar as 10 horas. Aqui já se percebe um padrão: a eficiência está a pesar tanto como capacidade.
Quando olhamos para o meio da tabela, a narrativa fica ainda mais interessante. Smartphones com baterias semelhantes apresentam diferenças significativas no tempo de utilização.
O iPhone 16 Pro Max é o exemplo mais óbvio. Tem uma bateria significativamente menor, mas consegue acompanhar modelos com mais mAh graças à integração afinada entre hardware e software.
Por outro lado, há surpresas menos positivas. O Samsung Galaxy S24+ não consegue tirar partido da sua capacidade superior e fica atrás de concorrentes mais eficientes. Já o Samsung Galaxy S24 fecha a lista com o tempo mais baixo.
Os testes do AnTuTu simulam um uso exigente com vídeo em 4K, chamadas, gravações e tarefas com inteligência artificial. Ou seja, um cenário próximo da realidade para quem usa o telemóvel em todas as suas vertentes.
A conclusão é difícil de ignorar. Escolher um smartphone pela bateria já não é um jogo de números. O que faz realmente a diferença está na combinação entre processador, sistema operativo e otimização. Se ainda estás preso ao “quanto maior melhor”, talvez esteja na altura de rever essa lógica.
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