
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Ecrã | 6,83" AMOLED 1.5K (1280 x 2772 px), 120 Hz, Dolby Vision, 3500 nits |
| Processador | Qualcomm Snapdragon 6 Gen 5 (4 nm); GPU Adreno 812 |
| Memória e armazenamento | 8 GB de RAM com 256 GB ou 512 GB de armazenamento |
| Câmaras traseiras | 50 MP principal (f/1.5, OIS) + 8 MP ultra grande angular (120˚) |
| Bateria e carregamento | 9210 mAh (Si/C), 100 W HyperCharge com fios e 27 W reverso |
A linha Redmi sempre foi o bastião da relação qualidade e preço no catálogo de smartphones da Xiaomi, com especificações sólidas a valores equilibrados. No entanto, nesta geração já falamos de 599,99 euros na versão de 8+256 GB e 649,99 euros na variante de 8+512 GB do Redmi Note 17 Pro Max.
Já entra num território de preço muito perigoso e competitivo. À partida, é logo estranho constatar que a marca nem sequer disponibilizou uma variante com 12 GB de RAM para ajudar na longevidade de um smartphone deste valor. É a escalada de preços dos componentes a funcionar em pleno.
Neste segmento de preço, a concorrência não perdoa. O Pixel 10a da Google tem um processamento e capacidades fotográficas computacionais superiores, o Samsung Galaxy A57 joga a cartada do ecossistema e suporte consistente, e o Motorola Edge 70 Fusion destaca-se fortemente na autonomia.

Até dentro do próprio universo do grupo chinês a vida deste modelo fica difícil. O próprio Xiaomi 17T, bem mais premium e poderoso, encontra-se perto destes valores em lojas nacionais. Perante rivais tão fortes, a Xiaomi decidiu concentrar praticamente todas as atenções na capacidade da bateria.
Design e construção
A marca tem tanta confiança na durabilidade estrutural deste dispositivo que até nos transmitiu que podíamos realizar testes de queda (opção que preferimos dispensar durante a análise). E no papel, os dados impressionam.
A frente conta com vidro Corning Gorilla Glass Victus 2, a estrutura interna promete resistir a quedas até 3 metros e o chassis apresenta certificação IP68 para o mercado europeu, pelo que aguenta imersões acidentais sem sobressaltos.

O antigo Redmi Note 15 Pro Plus conseguia ser substancialmente mais atraente ao olhar, em particular naquela sua versão em pele vegan castanha. Aqui temos uma traseira em plástico acompanhada por uma moldura no mesmo material, embora o padrão que muda consoante a luz do Sol tenha o seu quê de interessante.
O grande mérito da Xiaomi foi conseguir acomodar uma grande bateria sem transformar o smartphone num "tijolo". O peso fixa-se nos 229,5 gramas e a espessura aumentou apenas para os 8,6 milímetros. O sensor ótico de impressões digitais responde com rapidez, mas ficou demasiado próximo da margem inferior, o que exige uma ginástica desnecessária com o polegar. Nada que o hábito não atenue.
Ecrã e áudio
O painel frontal é dos elementos mais conseguidos de todo o equipamento. Temos um generoso ecrã CrystalRes AMOLED de 6,83 polegadas com resolução 1.5K (1280 por 2772 pixéis), taxa de atualização fluida de 120 Hz e modulação PWM de 3840 Hz para evitar fadiga ocular.

O brilho máximo anunciado de 3500 nits em pico e 2000 nits em modo de alto brilho revelou uma legibilidade irrepreensível nos nossos testes em conteúdos sob luz solar forte. E além disso, tem suporte certificado para HDR10+ e Dolby Vision. É um ótimo painel para consumo de vídeo.
O sistema de som acompanha a qualidade do painel com altifalantes estéreo compatíveis com Dolby Atmos. O volume alcançado é elevado, a clareza das vozes em podcasts e vídeos do YouTube é bem satisfatória e não se nota distorção exagerada nas frequências agudas quando puxas pelo nível máximo. Também neste campo é uma boa plataforma de bolso para ver séries ou filmes.

Câmaras
No departamento fotográfico, a marca optou por mudar a estratégia dos números expressivos. A câmara principal abandonou os anteriores sensores de 200 megapixéis para adotar um sensor de 50 megapixéis de 1/1.95 polegadas com abertura ampla de f/1.5 e estabilização ótica de imagem (OIS).
O resultado prático convence na maioria dos cenários: as fotografias de dia revelam boa nitidez, alcance dinâmico equilibrado e foco veloz. Consegue segurar resultados noturnos competentes graças à estabilização física e à grande abertura da lente.
Onde a Xiaomi cortou caminho foi outra lente. Continuamos com uma ultra grande angular de escassos 8 megapixéis que apresenta uma esperada perda de detalhe nas extremidades e sofre bastante assim que a luz ambiente diminui.
Pelo lado positivo, a câmara frontal de 32 megapixéis cumpre bem o seu papel em selfies e chamadas de vídeo. Esta grava até resolução 4K a 30 fotogramas por segundo, tal como o sensor traseiro principal.
Desempenho e software
Chegamos ao calcanhar de Aquiles do Redmi Note 17 Pro Max. A integração do processador Snapdragon 6 Gen 5 de 4 nanómetros representa um retrocesso face ao nível de potência do seu antecessor e revela-se uma escolha limitada para um equipamento que se aproxima dos 650 euros na versão de 512 GB.
A acompanhar o processador temos apenas 8 GB de memória RAM, o que se traduziu em alguns engasgos durante os testes na alternância de aplicações, hesitações na interface e uma lentidão geral que não condiz com a etiqueta Pro Max nem com o preço.
Pontuação do Redmi Note 17 Pro Max no Geekbench 7
- CPU: Single-core - 886 pontos; Multi-core: 2789 pontos
- GPU: 3292 pontos
Não se trata apenas de o telefone sofrer em jogos 3D exigentes, onde a taxa de fotogramas cai rapidamente. Este não é um smartphone para jogar e está tudo bem com isso. O que se nota é falta de pulmão em tarefas mais quotidianas de produtividade.

O sistema operativo Android 16 corre sob a camada HyperOS 3, que embora traga animações modernas, continua a chegar pejada de bloatware, aplicações secundárias dispensáveis e notificações que obrigam a perder tempo a limpar o sistema.
A marca acena com a promessa de seis anos de suporte de atualizações de software, mas fica no ar a dúvida legítima sobre como este Snapdragon 6 Gen 5 se irá comportar daqui a três ou quatro anos perante as exigências dos futuros sistemas operativos.
Bateria
Se o processador desilude, a bateria justifica a existência deste telemóvel. Os 9210 mAh com recurso à tecnologia de ânodo de silício-carbono entregam números de autonomia excelentes entre os smartphones que tenho testado.
Em utilização moderada ou leve, cumprir os três dias inteiros longe do carregador anunciados pela marca é perfeitamente exequível sem qualquer tipo de truque de poupança de energia. Consegui fazê-lo sem grande esforço com o chamado "uso normal": redes sociais, algumas fotos e vídeos, pesquisas, etc.
Mesmo submetido a uma rotina de uso intenso com muito tempo de ecrã ligado, reprodução mais extensa de vídeo e navegação por dados móveis, o smartphone pode ultrapassar os dois dias completos sem hesitar.
Para recuperar a carga, o sistema HyperCharge de 100 W com fios repõe metade em cerca de 20 minutos e atinge o carregamento integral num prazo de uma hora tendo em conta a dimensão da bateria. Tem ainda carregamento reverso por cabo a 27 W para alimentar outros dispositivos em caso de necessidade. Parece um powerbank.

Para quem é o Xiaomi Redmi Note 17 Pro Max
- Utilizadores cuja prioridade absoluta e inegociável é a autonomia de dois a três dias longe da tomada;
- Pessoas que procuram um ecrã AMOLED amplo e brilhante para consumir multimédia e streaming;
- Quem precisa de um telemóvel resistente a quedas acidentais e protegido com certificação IP68 contra água;
- Consumidores que valorizam carregamento rápido por cabo de 100 W numa bateria de grandes dimensões.
Não é para... utilizadores que jogam videojogos exigentes ou exigem desempenho de topo e resposta rápida no telemóvel, quem procura um smartphone ágil a alternar entre várias aplicações pesadas sem soluços, fãs de fotografia móvel que exijam uma câmara ultra grande angular de topo e teleobjetiva ótica ou quem procura a melhor relação entre especificações de processador e preço na casa dos 600 euros.
Conclusão
O Xiaomi Redmi Note 17 Pro Max é um produto de extremos. A fabricante colocou praticamente todo o orçamento de desenvolvimento na capacidade da bateria e na resistência física da estrutura.

Por isso, criou uma máquina impressionante que liberta qualquer pessoa da ansiedade do carregador por dois a três dias completos. O ecrã AMOLED de 6,83 polegadas com 3500 nits é muito para ver conteúdos, o som estéreo cumpre com distinção e a câmara principal de 50 MP faz capturas honestas.
Ainda assim, ao abdicar de um processador à altura e ao incluir o modesto Snapdragon 6 Gen 5 acompanhado por meros 8 GB de RAM num patamar que arranca nos 599,99 euros, existem limitações de fluidez difíceis de justificar perante a concorrência direta.
Se a tua vida depende de dias inteiros sem tomada e estás disposto a fechar os olhos a um processador mais limitado, tens aqui um autêntico monstro de autonomia; caso procures um smartphone equilibrado e rápido para os próximos anos, o mercado oferece opções mais sensatas nesta faixa de preço.
De 17 de setembro a 16 de outubro podes comprar o Redmi Note 17 Pro Max nas lojas em Portugal com 15% de desconto em cupão.
