A Google quer estrear em 2026 os primeiros Googlebooks como portáteis premium, mas a nova categoria não deverá ficar limitada aos modelos mais caros. Segundo John Maletis, vice-presidente da Google, a empresa também pretende levar esta nova plataforma para equipamentos mais acessíveis ao longo do tempo.
A informação foi revelada numa entrevista ao site Chrome Unboxed, na qual o responsável explicou que os primeiros dispositivos serão "super premium", mas quer expandier o Googlebook para opções faixas de preço mais baixas no futuro.
Isto abre caminho para uma disputa com a Apple no segmento de laptops acessíveis. Com o sucesso imediato do MacBook Neo, que vendeu tanto que causou a escassez dos chips A18 Pro, era natural que a Google se começasse a preparar para lançar portáteis mais baratos.
Googlebooks mais baratos estão nos planos da empresa
Desde o anúncio dos Googlebooks, ficou claro que a Google quer começar esta nova aposta pelos equipamentos mais avançados. A primeira geração deverá chegar com construção premium, requisitos técnicos exigentes e integração profunda com o Gemini.
A estratégia faz sentido. Ao lançar uma nova categoria de portáteis, a Google quer mostrar primeiro o melhor que o sistema consegue oferecer, especialmente em áreas como inteligência artificial, aplicações Android no desktop e integração com o ecossistema da empresa.
Ainda assim, John Maletis deixou claro que esta abordagem não significa que os Googlebooks serão sempre produtos caros. O executivo afirmou que a Google sempre trabalhou para tornar a tecnologia e a produtividade acessíveis, independentemente do orçamento dos utilizadores.
Segundo ele, "com o tempo, os preços irão cair", embora os primeiros dispositivos sejam posicionados no segmento premium.
Como poderá ser um Googlebook mais acessível?
Por enquanto, os primeiros Googlebooks devem exigir componentes mais avançados, incluindo processadores da Intel, Qualcomm e MediaTek com unidades de processamento neural preparadas para tarefas de IA.
Mas essa exigência pode mudar rapidamente. À medida que os chips evoluírem e o processamento de última geração se tornar o padrão na indústria, os fabricantes poderão criar modelos de gama média mantendo a capacidade de processamento destes dispositivos.
O relatório do Chrome Unboxed aponta para um possível intervalo entre 400 e 600 dólares (entre 340 e 510 euros em conversão direta) no futuro, caso os fabricantes consigam usar chips como o Snapdragon X Plus em máquinas mais acessíveis.
Googlebook quer juntar Android, ChromeOS e Gemini
Anunciado há poucas semanas, o Googlebook é a nova categoria de portáteis da empresa criada à volta da inteligência artificial Gemini, que vai combinar elementos do Android e do ChromeOS.
O sistema contará com acesso a aplicações Android através da Google Play Store, integração com os serviços da Google e uma experiência em que o Gemini estará ainda mais presente nos computadores.
Entre as novidades anunciadas está o Magic Pointer, uma função que usa IA para compreender o contexto do que aparece no ecrã e sugerir ações. A Google também mostrou o Create your Widget, que permite criar widgets personalizados através de linguagem natural.
A empresa já confirmou parcerias com a Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo. Todos os modelos terão a Glowbar, uma barra luminosa que servirá como assinatura visual da nova linha.
Por agora, ainda faltam o restante das especificações do Googlebook, preço e data de lançamento específica. No anúncio, a Google disse que a categoria de portáteis seria lançada durante o outono norte-americano, ou seja, entre os meses de setembro e dezembro deste ano.
Vê também: Os melhores portáteis para cada tipo de utilizador em 2026