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Foi preciso esperar até hoje para que, cerca de dois anos depois, se soubesse o que aconteceu realmente para que o McLaren mais famoso do mundo dos Smartphones tivesse sido lançado para o mercado.

A Nokia e a Microsoft estavam mais unidas que nunca e o fruto disso mesmo era o Nokia McLaren. O famoso smartphone inacabado que era também conhecido por Lumia 1030 (para o público em geral) era, numa opinião subjetiva, o smartphone mais elegante que havia até então e um dos mais bonitos em 2014 (ano em que foi lançado o iPhone 6, por exemplo).

   

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Contudo, o seu lançamento nunca chegou a acontecer. Não querendo mencionar especificações do dispositivo neste artigo, até porque o McLaren não chegou a ser acabado, apenas fica a ideia de que a sua câmara seria – como era habitual – ótima e que o seu ecrã tinha 5,5 polegadas e uma resolução aceitável para a altura, Full-HD. Numa junção daqueles que eram os Lumias 925 e 1020, este suposto 1030 era fantástico. Um corpo muito bem trabalho em metal e policarbonato, em conjunto com um ecrã 2,5D e uma câmara com uma lente pujante, este dispositivo é capaz de envergonhar os Lumia 950 e 950XL.

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Mas passando à ação, este Windows Phone tinha algo novo. Uma espécie de 3D-Touch e um software que estava a ser desenvolvido para essa tecnologia. Sem dúvida que era algo inovador (bastante até) naquela altura e, possivelmente, hoje em dia. Bem diferente do 3D-Touch que a Apple nos habitou, este baseava-se na interação com ecrã sem lhe tocar ou pressionar com mais força no mesmo. Totalmente diferente de tudo que havia até então, este 3D-Touch estava também presente “no hardware em si” – como o vídeo espelha -, o que facilitaria inúmeras tarefas.

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Olhando para tudo isto como consumidor e utilizador Windows, é fácil perceber que este era um Lumia de sonho e que – para o bem ou para o mal – devia ter sido lançado. É uma mera opinião mas uma coisa é certa, a Microsoft não podia ter deixado o Windows Phone sem um flagship durante mais de um ano e foi o que aconteceu. A uma dada altura o Lumia 930 já não podia querer estar ao nível dos smartphones das outras marcas e o 950 demorou tempo demais a chegar ao mercado. Sim, não teria levado o Windows (Phone) a patamares paradisíacos mas teria mantido ou aumentado ligeiramente a sua quota de mercado que, nessa altura, rondava os 4%/5% a nível mundial.

Mas isso é tudo passado. Como o futuro é que conta, fica a nota sobre a possibilidade de este inacabado McLaren ter apenas parado nas boxes para o recomeço de uma corrida que se espera complicada, desta vez com o nome de Surface Phone.

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