Queres ter um "modo cinema" 100% gratuito? A verdade é que se já tens uma casa equipada com o básico da inteligência, isto é garantidamente possível.
Tradicionalmente – vamos chamar-lhe assim –, criar o ambiente certo para ver um filme ao fim do dia significa a mesma rotina de sempre: levantar do sofá para apagar a luz, talvez ajustar a luz do candeeiro, ir buscar o comando da TV e mais umas quantas tarefas até carregares no "play" para então, de facto, começares a ver um filme ou uma série.
Muitas pessoas assumem que automatizar este processo exige comprar sensores dedicados ou hubs caros porque "nunca nada funciona de forma fácil". No entanto, quem já tem o mínimo de automação em casa — uma Smart TV (ou Chromecast/Fire TV) e pelo menos uma lâmpada inteligente — já tem todo o hardware de que precisa. O segredo está em pôr esta tech a trabalhar a teu favor, sem gastar dinheiro em mais nada.
O método mais rápido: Automático por reprodução
A forma mais fácil de ter este sistema a funcionar envolve ligar os teus gadgets à aplicação Google Home ou Amazon Alexa (ou Siri ou Gemini). O objetivo, e o principal, é fazer com que o estado de onde vais ver o teu filme sirva de gatilho para a iluminação da sala.
No Google Home:
- Abre a aplicação e entra na secção Automações.
- Cria uma nova automação pessoal e define o gatilho: escolhe a tua TV ou Chromecast e seleciona a opção Começar a reproduzir media.
- Na ação, seleciona as luzes da sala e define o nível de brilho para 10% (ou escolhe desligá-las).
- Adiciona uma segunda automação para quando colocas o filme em Pausa, fazendo as luzes subir para os 30%. Tal como se fosse uma pausa no cinema.
Na Amazon Alexa:
Se a tua Smart TV não mostrar o estado de Play/Pause para a aplicação da Alexa, podes sempre criar uma rotina por voz:
- Em Rotinas, adiciona uma nova com uma frase, do género: "Alexa, hora do cinema".
- Define como ação desligar a luz principal, baixar o candeeiro para uns 5% e abrir a aplicação de streaming que usas na TV.
A importância da luz indireta (bias lighting)
Muita gente não sabe, mas há um erro comum ao configurar este tipo de ambiente: apagar todas as luzes do espaço. Ter um ecrã brilhante no escuro pode ser uma chatice, pois cansa os olhos muito mais rápido, já que a pupila é forçada a adaptar-se constantemente às variações de brilho das cenas do filme.
| Configuração | Efeito na visão | Conforto visual |
| Escuro | Contraste entre ecrã e espaço | Baixo (cansaço rápido) |
| Luz do teto acesa | Reflexos no ecrã e perda de imersão | Médio |
| Luz secundária suave (cerca de 10%) | Reduz o stress na vista sem tirar imersão | Alto |
Por isso, em vez de desligares tudo, o ideal é manter uma lâmpada ou uma fita LED com um tom quente a 5% ou 10% de intensidade atrás da televisão ou num ponto na sala que não te afete a visão. Esta iluminação de fundo estabiliza o campo de visão sem estragar os pretos da imagem.
Alternativa rápida: O truque do NFC
Para quem não se sente confortável em falar para a casa (como se fosse a casa do Encanto) nem abrir a aplicação no telemóvel, existe sempre uma alternativa – que na verdade poucos conhecem.
Se tiveres um cartão antigo com chip NFC que não uses (como um passe de transportes desatualizado ou um cartão de acesso), podes colá-lo debaixo da mesa de centro, por exemplo (garante apenas que a superfície não é demasiado espessa).
Através da aplicação Atalhos (iOS) ou NFC Tools (Android), podes programar o telemóvel para acionar o Modo Cinema assim que o encostas a esse cartão. É uma solução tátil, rápida e que reaproveita o que já tens em casa sem custos adicionais.
Vê também: 5 formas de tornares a tua casa mais inteligente de forma barata.
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