
No setor dos smartphones, há públicos para tudo... quer dizer, quase tudo. Uns querem os melhores telemóveis do mercado, outros querem boa qualidade/preço, mas ninguém quer ficar mal servido, no final do dia, como é óbvio.
No 4gnews, testamos telemóveis das principais marcas, para te dar os reviews mais detalhados e personalizados possível. Contudo, a título de curiosidade, decidimos perguntar à IA (Claude, neste caso) quais são os telemóveis que considera serem os piores do mercado em 2026.
A resposta foi no mínimo interessante e podes lê-la em baixo.
O que diz a IA?
"A compra de um telemóvel novo nunca foi tão complexa. Em 2026, com o mercado a enfrentar uma escassez global de chips de memória, os consumidores têm ainda mais razões para escolher com cuidado. Há modelos com hardware desatualizado disfarçados de lançamentos, aparelhos com preços inflacionados que não justificam o custo, e outros que simplesmente "nascem velhos". Eis os que deve evitar.
1. Samsung Galaxy A17
A Samsung apresentou o Galaxy A17 como novidade, mas por dentro o aparelho recicla quase integralmente o hardware de modelos lançados há três anos. O resultado é uma experiência tecnicamente desatualizada, vendida a um preço que não reflete essa realidade. Os consumidores que procuram um Samsung a bom preço encontram alternativas superiores na própria linha da marca.
2. Redmi 14C e 15C
A Xiaomi errou na linha "C" este ano. O Redmi 14C e o 15C chegam equipados com processadores de entrada tão limitados que travam em tarefas básicas — abrir o browser ou carregar redes sociais pode tornar-se uma experiência frustrante. Ironicamente, modelos da linha Redmi Note do ano anterior são mais rápidos e custam menos. O marketing esconde a fraqueza dos chips, mas os testes práticos não mentem.
3. Moto G15
A Motorola também tem o seu ponto fraco em 2026. O Moto G15 chega ao mercado com especificações inferiores às de modelos mais baratos da própria marca, sem justificar o preço de lançamento. Câmeras básicas, processador de entrada e nenhuma vantagem competitiva clara fazem deste aparelho uma escolha a evitar. O Moto G35, disponível por valor semelhante, oferece uma experiência claramente superior.
4. Poco F7 Pro
O Poco F7 Pro é potente no papel, mas falha na lógica de mercado. Custa substancialmente mais do que o modelo base F7, sem entregar melhorias que a maioria dos utilizadores consiga sentir no dia a dia. O detalhe mais absurdo: a bateria do modelo "Pro" é menor do que a do modelo normal. Pagar mais por menos autonomia é difícil de justificar.
5. Oppo A5 Pro e Realme 15T
Marcas como a Oppo e a Realme fabricam aparelhos competitivos noutros mercados, mas as versões disponíveis em Portugal e no Brasil ficam aquém. O Oppo A5 Pro e o Realme 15T chegam com ecrãs IPS básicos e câmeras medianas, enquanto a concorrência directa da Samsung e da Motorola, na mesma faixa de preço, já inclui ecrãs AMOLED, resistência à água e som estéreo. O consumidor acaba por pagar uma "taxa de novidade" por hardware que não acompanha o valor pedido".
Conclusão
O "melhor" e o "pior" são sempre conceitos subjetivos, mas claramente a resposta mostra uma coisa: na hora de comprar, é melhor não ouvir assim tanto a IA, ou pelo menos não fundamentar a decisão com base no que a IA diz. Tenho um segundo telemóvel Redmi 14C e a minha experiência não é nada daquilo que o Claude descreve.
Por outras palavras, é uma ferramenta super útil, cada vez mais útil, mas que na hora "H", acredito que ainda não substitui a experiência humana, pelo menos naquele que é o contacto e a experimentação de um dispositivo.
