Samsung Galaxy S8
O novo Samsung Galaxy S8

Segundos os dados da agência Counterpoint Technology Market Researchem terra de Huawei, Vivo, Oppo e Xiaomi, as marcas estrangeiras como a Samsung continuam a perder terreno face às construtoras nacionais. Agora, segundo o último relatório desta agência, a Samsung terá perdido mais de metade da sua quota de mercado durante os primeiros quatro meses do ano. Os números falam por si e não representam boas notícias para a Samsung…

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Durante os primeiros quatro meses de 2017, a Samsung obteve uma quota de mercado de 3.3% naquele país, vendendo cerca de 3.5 milhões de dispositivos. No mesmo período de 2016 a sua quota de mercado ascendia aos 8.6%. Estes valores cristalizam uma preocupante queda de 60% no Q1 de 2017 face ao período homólogo de 2016.

   

O que terá provocado a queda da Samsung?

De acordo com uma publicação avançada pelo TheInvestor, uma publicação sul-coreana, a principal causa para este passo em falso da Samsung são as marcas locais. Dezenas de construtoras que, cada vez mais, abrem pequenas lojas físicas e começam a vender os seus produtos. Mesmo em regiões mais remotas, as pequenas construtoras aproveitam, cada vez mais, o potencial público ao deslocarem-se para junto desta populações.

Huawei P10 Samsung
O novo Huawei P10

Por outro lado, marcas como a Xiaomi apostam em vendas relâmpago. Campanhas de vendas com preços extremamente apetecíveis e um forte empurrão do marketing e publicidade em grandes centros urbanos densamente povoados. E claro, marcas estabelecidas como a Huawei, que neste momento domina o mercado chinês com uma quota de 19.7% no Q1 (primeiros 4 meses) de 2017. Segue-se a Oppo com 17.5% e a  Vivo com 17.1%. Estas duas últimas concentram os seus esforços em áreas mais remotas e território rural onde habitam cerca de mil milhões de pessoas.

Mais ainda, os smartphones da Samsung são caros e se já o eram , os novos Samsung Galaxy S8 e Samsung Galaxy S8+ voltam a elevar esta fasquia. Para além disso, os smartphones da gigante sul-coreana só estão disponíveis em lojas físicas e carecem de aplicações concebidas especialmente para um país que proibiu a Google Play Store.

Como contornar esta derrapagem?

Apostando na plataforma de vendas online, lançando novos equipamentos mais acessíveis e ajustados para o PIB per capita chinês. Equipamentos como o Samsung Galaxy J7 2017 poderão ser a solução. Contudo, a marca terá que apostar na descentralização das suas lojas físicas se quiser chegar ao grande público que ainda reside fora dos centros urbanos. Sem esquecer, é claro o maior problema em mãos, a falta de aplicações que suprimam a falta de aplicações causada pelo embargo à Google Play Store. Em suma, será uma longa e árdua jornada para a Samsung.

A gigante sul-coreana necesita de encarar estes problemas mas está longe de ser a única em apuros. A Apple e restantes marcas estrangeiras não estão muito melhor. Contudo, ainda há cerca de 3 anos era a Samsung que dominava o mercado chinês com cerca de 20% da quota de mercado e agora obteve uns meros 3.3%. Este que é o maior mercado mundial de dispositivos móveis está assim, dominado pelas marcas locais.

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Viatheinvestor
Fontetheinvestor
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