oneplus 3

O OnePlus 3 chegou oficialmente esta semana e a empresa Chinesa voltou a conseguir corresponder, com o mesmo, à etiqueta de flagship killer. A terceira geração do flagship da OnePlus trouxe finalmente uma qualidade de construção digna do seu patamar, além claro das brutas especificações que têm sido característica desta gama de smartphones.

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Contudo, depois de uma comparação de performance levada a cabo estes dias, denotou-se que os brutos 6GB de RAM que este OnePlus 3 traz deixam a dever, em muito, a um Galaxy S7 Edge que possuiu “apenas” 4GB de RAM. Claro que isto gerou logo uma enorme controvérsia em torno do assunto, vindo-se a saber que o problema está realmente na forma como o OnePlus 3 faz a gestão da sua memória, guardando apenas até um máximo de 4 aplicações abertas.

Mas porque raio foi a OnePlus limitar a gestão da memória de um equipamento que se quer um grande adversário de equipamentos com o dobro do seu preço? Carl Pei, fundador da OnePlus, já deu a resposta para esta interrogação, avançando que se trata de uma estratégia que beneficia a autonomia do OnePlus 3.

oneplus3_battery

Se por um lado esta pode ser uma justificação que faz algum sentido, por outro não deixa de ser altamente desapontante. Tudo bem que o OnePlus 3 possui uma bateria de 3000mAh, mas não seria melhor aumentar um pouco mais à capacidade da bateria do que “cortar as pernas” ao mesmo? A dimensão do equipamento daria espaço suficiente para uma bateria de maior capacidade, portanto não me venham com essa desculpa.

De qualquer das formas, o próprio Carl Pei já disse que este problema pode ser contornado com ROM´s de terceiros, desde que as mesma alterem, claro, as regras de gestão da RAM. Mas este último ponto deixa-me um pouco preocupado, pois em última instância pode significar que a OnePlus não tem interesse em resolver este “problema”. Pode significar então que todos aqueles que não se sintam à vontade para instalar uma ROM não oficial nunca poderão vir a fazer usufruto pleno das capacidades do seu equipamento? Espero sinceramente que isto não se venha a tornar realidade e que a OnePlus arrepie caminho e abra a porta a toda a RAM que instalou no seu novo flagship killer.

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FonteCarl Pei
O gosto por tecnologia foi algo que esteve sempre dentro de mim. Com o crescer do mercado dos smartphones, também o meu entusiasmo com os mesmos aumentou. Já nos tempos livres, as séries são o meu principal mata-tempo.