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Quantos monitores precisas realmente no teu setup?

Para a maioria dos utilizadores, um ou dois monitores podem ser suficientes. Mas há situações em que um terceiro ecrã faz a diferença e outras em que é apenas um gasto desnecessário.

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Fonte: Pexels

Se passas várias horas ao computador, provavelmente já viste aqueles setups com três ou quatro monitores, iluminação RGB e uma secretária praticamente cheia de equipamentos. São impressionantes, mas será que precisamos realmente de tantos ecrãs?

A verdade é que ter mais monitores não significa necessariamente trabalhar melhor. Tudo depende daquilo que fazes no computador e, sobretudo, da forma como organizas o teu espaço.

Seja para estudar, trabalhar, jogar ou editar vídeos, cada configuração tem as suas vantagens. Na minha opinião, antes de investires num segundo ou terceiro monitor, deves perceber se vais realmente tirar partido dele.

Um monitor pode ser mais do que suficiente

Para quem utiliza o computador principalmente para navegar na Internet, estudar, ver vídeos ou jogar, um único monitor pode ser suficiente.

Atualmente, existem monitores de 27 ou 32 polegadas que oferecem bastante espaço para trabalhar com várias janelas. Se tiveres um ecrã com boa resolução, podes perfeitamente colocar duas aplicações lado a lado sem grandes dificuldades.

Por exemplo, no Windows podes dividir o ecrã entre um documento e o navegador, sem precisares de comprar outro monitor. Além disso, um único monitor ocupa menos espaço, precisa de menos cabos e permite manter um setup mais organizado.

Para quem procura uma opção económica, existem também monitores para estudar por menos de 250 € que podem ser suficientes para as tarefas do dia a dia.

Dois monitores são o equilíbrio ideal?

É aqui que, pessoalmente, acho que começa a fazer sentido investir num segundo ecrã.

Imagina que estás a escrever um trabalho e precisas de consultar várias fontes. Em vez de estares constantemente a alternar entre separadores, podes manter o documento principal num monitor e as informações de apoio no outro.

O mesmo acontece na edição de vídeo. Podes deixar o programa de edição no ecrã principal e utilizar o segundo para consultar ficheiros, procurar referências ou acompanhar outras aplicações. Para quem faz streaming, a vantagem também é evidente. Num monitor podes ter o jogo e, no outro, o OBS, o chat e os alertas da transmissão.

Na minha opinião, dois monitores oferecem o melhor equilíbrio entre produtividade, conforto e espaço ocupado na secretária. No entanto, se raramente precisas de utilizar duas aplicações ao mesmo tempo, talvez um segundo ecrã seja um investimento desnecessário.

Três ou mais monitores fazem realmente diferença?

Ter três monitores pode ser útil, mas aqui já estamos a falar de necessidades mais específicas. Quem trabalha com programação, edição de vídeo, criação de conteúdos ou monitorização de informação pode beneficiar de mais espaço para manter diferentes aplicações abertas.

Por exemplo, num setup de streaming, podes utilizar o primeiro monitor para jogar, o segundo para acompanhar o OBS e o chat e o terceiro para outras ferramentas.

Contudo, mais monitores também significam mais dinheiro investido, maior consumo de espaço e mais cabos para organizar. Além disso, estar constantemente a olhar para vários ecrãs pode acabar por criar distrações.

Pessoalmente, não considero três monitores necessários para a maioria das pessoas. Fazem sentido quando existe uma necessidade concreta, mas não acho que devam ser vistos como uma melhoria obrigatória.

E se um monitor ultrawide substituir dois ecrãs?

Existe ainda uma alternativa que merece atenção: os monitores ultrawide.

Estes modelos são mais largos do que os ecrãs tradicionais e permitem colocar várias janelas lado a lado. Na prática, podes ter uma área de trabalho contínua, sem a moldura que normalmente separa dois monitores.

É uma solução interessante para quem trabalha com folhas de cálculo, programação ou edição de vídeo, especialmente quando precisa de visualizar uma linha temporal mais extensa.

No entanto, um ultrawide não substitui necessariamente todas as vantagens de dois monitores separados. Por exemplo, se costumas jogar em ecrã inteiro enquanto acompanhas outras aplicações, dois ecrãs independentes podem ser mais práticos.

Se estás a considerar esta alternativa, vale a pena conhecer alguns dos melhores monitores para trabalho e comparar as dimensões, resoluções e características disponíveis.

Afinal, quantos monitores deves ter?

Na minha opinião, não existe um número perfeito para todos os setups. O mais importante é perceber como utilizas o computador e se realmente precisas de mais espaço de trabalho.

  • Um monitor: ideal para navegar na Internet, estudar, jogar e realizar tarefas do dia a dia.
  • Dois monitores: uma boa escolha para quem trabalha com várias aplicações, edita vídeos ou faz streaming.
  • Três ou mais monitores: indicados para necessidades mais específicas, como programação, monitorização ou criação de conteúdos.
  • Um ultrawide: uma alternativa interessante para quem pretende mais espaço num único ecrã.

Antes de comprares outro monitor, experimenta organizar melhor as janelas que já utilizas. No Windows 11, podes utilizar o atalho Windows + Z para escolher diferentes disposições de janelas ou aceder a Definições > Sistema > Ecrã para configurar vários monitores.

Também deves ter em conta o espaço disponível na secretária, a distância a que vais ficar dos ecrãs e as ligações que o teu computador suporta.

No final, um bom setup não é aquele que tem mais monitores, mas sim aquele que responde melhor às tuas necessidades. E, por vezes, investir num único monitor de melhor qualidade pode fazer mais diferença do que acrescentar vários ecrãs à secretária.

Miguel Vieira
Miguel Vieira
Miguel Vieira é colaborador no 4gnews com formação em Programação e Multimédia. Cobre tecnologia, gaming e mobilidade elétrica, com presença em eventos como a Web Summit, Lisboa Games Week, ECarShow e SAHE.