Mesmo com a polémica, leitores continuam a confiar na Huawei

Filipe Alves

A polémica que a Huawei poderá fornecer informações ao governo Chinês é cada vez mais barulhenta. Os Estados Unidos foram os primeiros a avisar os seus aliás que não deviam confiar nos "bons preços" da marca chinesa.

Ainda que muitos países continuem a aguardar o desenvolvimento das informações, tal como Portugal, outros países, como a Austrália, Noruega, Japão ou até operadoras do Reino Unido como a BT e Vodafone, já expressaram a sua suspensão ou remoção dos produtos da marca.

Mesmo com a polémica, leitores continuam a confiar na HuaweiIsto significa que a Huawei tem justificações para dar. A fabricante chinesa referiu que não fornece nem fornecerá dados ao governo Chinês, contudo, a lei chinesa obriga a empresas a fornecer essa inteligência assim que solicitada pelo governo.

Por isso decidimos perguntar aos nossos leitores o que achavam da situação. Foi uma pergunta direta para obter uma resposta direta. Confias ou não na Huawei?

A resposta de 55.1% dos leitores foi positiva. Os seguidores 4gnews acreditam que não há motivo para alarme. Porém, é preciso frisar que 44.9% dos leitores olha para a Huawei com olhar desconfiado. Isto numa sondagem que ultrapassou as mil pessoas.

Confias ou não na Huawei?

Ou seja, se esta pergunta fosse feita há uns anos atrás, questiono-me se teríamos ou não esta desconfianças.

Em suma, a Huawei é inocente até que se prove o contrário. Até ao momento temos alegações. Só e apenas. Não há forma de provar que a Huawei fornece informações ao governo Chinês. Todavia, mesmo que o faça, será que algum dia saberemos?

Este é o impasse que a Huawei terá de descortinar. Como é que ganhará a confiança do público? A marca não pode simplesmente registar o seu "Head Office" noutro país, caso contrário deixaria de ter o apoio financeiro que neste momento tem da China. A história está complicada e não vejo a hora de ter mais conclusões.

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Filipe Alves
Filipe Alves
Fundador do projeto 4gnews e desde cedo apaixonado pela tecnologia. A trabalhar na área desde 2009 com passagens pela MEO, Fnac e CarphoneWarehouse (UK). Foi aí que ganhou a experiência que necessitava para entender as necessidades tecnológicas dos utilizadores.