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Este quinto artigo será bem nostálgico, seja porque motivo for. No entanto, é necessário, por isso: Nokia. Tanta história que uma pequena palavra de apenas cinco letras pode carregar. História essa que pode ser representada por dados estatísticos que espelham grandes ganhos mas, por outro lado, perdas ainda maiores. E não, não se referem a ganhos ou perdas meramente monetários.

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A Nokia adormeceu, como a Apple poderá adormecer também, pois dominava o mercado dos telemóveis antes do surgimento do primeiro smartphone há 10 anos, passe a expressão. A apresentação do iPhone por Steve Jobs foi o início da queda de mais um reinado, de uma empresa que, acima de tudo, pecou por não se saber reinventar. Esse foi o mal da Nokia. Porém, isso são águas passadas. O que é certo é que, depois de uma década marcada por tentativas várias de (re)ingressão no mercado dos telemóveis inteligentes, a empresa finlandesa estará de volta.

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No entanto, desta vez será com uma nova parceira, ou duas mais concretamente. Começando pelo hardware dos smartphones que teoricamente apresentará já no mês de março, será a HMD a empresa que os fabricará e que, posteriormente, levarão o carimbo com o nome da Nokia. Quanto ao software, a troca era já pedida há muito tempo, se calhar até de mais e, o Windows Phone dará lugar ao Android da Google.

Uma coisa é certa. A chegada da Nokia em 2017 não é um mero acaso. Dez anos depois de ter desaparecido, a empresa estará de volta e com três grandes vantagens do seu lado. A primeira é que, por não ser ela a fabricar os smartphones, os custos dos mesmos serão bem menores e isso possibilita preços de mercado mais reduzidos. A segunda é que agora não haverá a desculpa de não se poder adquirir um Nokia porque ele tem Windows. A terceira, e talvez a mais importante, é que há muita gente que não esqueceu esta marca e que contava os dias para que a mesma integrasse o mundo Android e voltasse a ser o que foi, outrora.

Se isso acontecerá? Em princípio não. Não em 2017. Se a sua vinda abanará todo o mercado Android e, por ventura, até o iOS em si? Sem dúvida. A força desta empresa - e dos seus fãs - é enorme. Por isso, ainda bem que está de regresso pois tornará tudo bem mais competitivo.

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