Moto Z (2)

A Lenovo apresentou, na quina feira passada, o novo Moto Z, que é a aposta da empresa para o setor dos flagships no mercado de smartphones.

O que é que a Lenovo não fez bem é questão que surge dado que o Moto Z é não só elegante – fino (com apenas 5,2 milímetros de espessura) em metal e vidro (que parece ficar repleto de dedadas) -, mas também bastante diferente sem que se perca aquilo que a Motorola fazia e pelo qual se distinguiam os seus smartphones.

   

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De facto, o novo Moto Z continua a seguir a filosofia da marca que lhe concede o nome com base nas “funcionalidades” a que a linha Moto já tinha habituado os seus utilizadores. Desde os sensores de proximidade e movimento, àquele abanar dos Motorola que permitem uma breve abertura da aplicação da câmara, a Lenovo só tem de estar de parabéns porque manteve todo esse ADN que o público, certamente, não queria ver desaparecer. E, por outro lado, a empresa chinesa, tal como tinha acontecido com os modelos da linha G, manteve o sistema operativo num estado (quase) puro, algo que era, e parece continuar a ser, muito característico dos smartphones da marca.

Motorola Moto Z 2

Todavia, para muitos, este teria de ser o ano em que o flagship que traz o M na parte traseira do mesmo sofreria alterações, ou melhor, que fosse algo mais, que trouxesse inovação. A Lenovo não se esqueceu disso e, por isso, muito facilmente começou por dizer que este Moto seria o Moto Z. Um nome diferente já expressa que algo tinha mudado. Porém, não foi só o nome. A empresa que adquiriu a Motorola depressa observou o que estava a acontecer no mercado e foi à procura dos aspetos que pareciam ser relevantes para os consumidores ou, pelo menos, que mostrassem que estes não eram simples smartphones. Assim, lançou um que não necessita de ser desligado para se transformar num amplificador de som – numa Speaker, basicamente -, ou tão pouco num projetor de conteúdo. Mostrou que uma capa pode ser mais do que um simples acessório que se coloca em volta do mesmo e, por isso, apresentou um conjunto delas que o carregassem em simultâneo. Tudo isto, com base nos Moto Mods.

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Lá está, autonomia, outro problema que os smartphones, na sua maioria, enfrentam atualmente. Também aqui se destaca que, apenas em 15 minutos de carregamento, este Moto Z ganha, passe a expressão, 15 horas de autonomia. Autonomia, um ecrã fantástico e uma performance irrepreensível são grande parte das qualidades deste Moto Z e, finalmente, apenas surge uma que, para muitos, pode ser determinante no momento da compra e que tem que ver com a(s) sua(s) câmara(s). Com efeito, e olhando somente para a câmara traseira, a mesma tem, no modelo Moto Z, uma resolução de 13 MP e uma abertura de f/1.8 e, pelo menos no papel, promete muito. A ver vamos. Para terminar este capítulo da inovação, é preciso referir que a Lenovo já deu um passo à frente das demais concorrentes e apresentou este Moto Z sem o clássico “Headphone Jack”.

Em suma, há que ter em atenção ao que resta deste ano e que as marcas que apresentarão smartphones de topo terão de ser muito originais e criativas para que possam ter o reconhecimento que tanto procuram. Seja pelo preço, design, inovação ou qualquer outro aspeto, decididamente que não se poderia pedir uma luta mais renhida em 2016 e isso só favorece os utilizadores e potenciais compradores de tais objetos. Resta apenas dizer que a Lenovo fez um ótimo trabalho e que a maioria das pessoas deve ter ficado satisfeita com o rumo que a mesma deu aos dispositivos Moto.

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Desde cedo comecei a interessar-me pelo que podia fazer no computador. Porém, a grande paixão surgiu com o primeiro telemóvel e complementou-se com os smartphones. Nada há a dizer, são simplesmente fantásticos e úteis em todo o tipo de situações.