Esta foi uma semana em que muitos fãs e jogadores das consolas PlayStation ficaram com medo de perder um dos maiores bens quando o assunto é gaming: os seus jogos digitais.
Esta apreensão surgiu no último fim de semana após o YouTuber Modded Warfare ter descoberto que uma nova versão da tecnologia DRM (Digital Rights Management, ou Gestão de Direitos Digitais), estaria a ser aplicada nas lojas da PlayStation 4 e PlayStation 5.
Esta tecnologia estaria a ser implementada para impor um limite de 30 dias para novas compras digitais, caso não se realizassem verificações online constantemente. Isto também gerou especulações de que os títulos já adquiridos se tornariam impossíveis de jogar caso a consola ficasse desligada da internet por mais de um mês.
Por mais que estas informações parecessem absurdas, pois iriam ferir os direitos do consumidor em diversas regiões do mundo, parte da comunidade gamer chegou a acreditar que isto poderia acontecer, afinal, a Sony demorou a pronunciar-se.
Agora, a empresa finalmente posicionou-se sobre o assunto e revelou o que realmente acontecerá com esta abordagem de verificação online:
"Os jogadores podem continuar a aceder e a jogar os jogos que compraram normalmente. É necessária uma verificação online única para confirmar a licença do jogo, após a qual não serão necessárias mais verificações."
- PlayStation em comunicado.
Isto coloca um ponto final no medo de muitos jogadores, que temiam que só conseguiriam jogar os seus títulos se estivessem constantemente ligados à internet.
Afinal, por que razão a Sony está a aplicar este novo sistema DRM?
O comunicado da Sony não entra em detalhes sobre a implementação do DRM, mas o motivo não é nada surpreendente: o combate à pirataria. Sistemas como este são utilizados justamente para validar a autenticidade de cópias de software distribuídas digitalmente.
Como reportou o site VGC, o utilizador do Resetera Andshrew divulgou uma teoria de que os hackers estariam a comprar jogos com consolas PS4 desbloqueadas para extrair as licenças destes títulos e, em seguida, solicitar o reembolso sem sequer instalarem os jogos.
Isto porque, em consolas desbloqueadas, após o prazo de reembolso de 14 dias da compra de um jogo na PlayStation Network, os hackers conseguiam alterar o tempo de licença para jogar sem ligação da consola de 30 dias para "indefinido", o que garantia o acesso permanente aos jogos, mesmo após o pedido de reembolso.
Ou seja, no modelo antigo de DRM, os hackers poderiam comprar um jogo utilizando uma PS4 modificada, solicitar o reembolso e, após este período, manter o acesso vitalício ao título pelo qual foram reembolsados — algo que, na prática, não deveria acontecer.
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