Nem sempre o sucesso de audiência anda de mãos dadas com a qualidade reconhecida pela crítica.
Prova disso mesmo é o mais recente filme de Kevin Hart na Netflix. "72 Hours", uma das estreias da semana da plataforma de streaming, tornou-se rapidamente o título mais visto, tanto em Portugal como a nível mundial, como mostram os dados do FlixPatrol.
No entanto, apesar do interesse dos assinantes, a verdade é que a receção dos críticos tem sido brutal, com o filme a somar uma das piores pontuações do ano no Rotten Tomatoes.
Qual o enredo?
Lançado a 24 de julho, o filme segue Joe, um executivo de publicidade de 40 anos interpretado por Kevin Hart, que vive com a namorada Jennifer (Teyana Taylor) e está prestes a ser promovido a diretor criativo da sua agência.
Contudo, tudo desmorona quando um colega mais novo classifica a sua campanha publicitária como ultrapassada, levando Joe a perceber que perdeu o contacto com o público mais jovem.
Nesse mesmo dia, é acrescentado por engano a um grupo de conversa de um grupo de amigos vintões a preparar uma despedida de solteiro em Miami, e decide juntar-se a eles secretamente para reunir informação que salve a sua campanha.
Em vez de assumir as suas intenções, Joe finge ser apenas um convidado generoso, pagando um Airbnb de luxo e oferecendo bebida em troca de aceitação no grupo, uma decisão que rapidamente o mete em confusões cada vez mais absurdas envolvendo polícias de Miami, contrabandistas e festas de despedida de solteira rivais.
As críticas
No Rotten Tomatoes, a pontuação do filme é de os 14%, um valor que inspira muito pouca confiança.
"O humor é exagerado e grosseiro, mas muitas vezes genuinamente engraçado. Os comediantes mais jovens são excelentes contrapontos para Hart, que continua a ser um talento extraordinário", aponta o New York Times.
"A piada sobre um ator preso na pele da sua própria personagem em crise de meia-idade não se limita a cair no vazio; ela realça a falha fatal do filme: '72 Hours' teria muito mais potencial se Hart nem sequer fizesse parte do elenco", destaca o The Guardian.
