Se há coisa que chateia qualquer utilizador, é ver a bateria a chegar ao fim do dia já ali a tocar no encarnado. Enquanto as marcas chinesas já vendem smartphones com baterias enormes, a Apple e a Samsung continuam presas aos 5000 mAh, mais coisa, menos coisa, nos seus topo de gama.
A culpa não é da falta de tecnologia, mas sim das regras internacionais de transporte, que impõem um limite rigoroso às baterias de célula única.
A questão é que a Apple encontrou uma forma inteligente de contornar este problema por software no iPhone 18 Pro Max. E a Samsung deixou passar esta oportunidade ao lado durante anos.
Limite legal ultrapassado com uma linha de código
De acordo com o SamMobile, as regras de aviação e segurança limitam as baterias de uma só célula a 20 Wh (cerca de 5300 mAh) para que possam ser transportadas e vendidas sem entraves legais. Para colocar mais capacidade, as marcas têm de usar duas células separadas, o que ocupa mais espaço e encarece a produção.
O que a Apple fez foi simples: o iPhone 18 Pro Max sai da fábrica com a bateria limitada por software a 5300 mAh. Cumpre a lei no transporte, entra no país sem problemas e, no momento em que ligas o telefone e o ativas pela primeira vez, o software desbloqueia a capacidade total de 5391 mAh.
Se precisares de mandar o telefone para reparação ou troca, basta ativar o modo "Preparar para Envio" e o limite volta a ser aplicado para o transporte seguro.
Samsung ficou para trás sem necessidade
A Samsung podia ter aplicado exatamente a mesma lógica nos modelos Ultra das gerações passadas. Em vez de nos deixar presos aos 5000 mAh durante anos a fio, bastava uma solução de software idêntica para entregar mais horas de ecrã ligado.
Segundo o site, ainda, os rumores mais recentes indicam que a marca sul-coreana só planeia dar este salto no futuro Galaxy S27 Ultra, apontando para uma bateria de 5700 mAh (com capacidade nominal de 5534 mAh) aliada à tecnologia de carbono-silício.
Mais autonomia é o que realmente importa
De ano para ano, as melhorias dos processadores, das câmaras e do som tornaram-se suplementares, de certa forma. Ninguém troca de telefone hoje em dia só porque o sensor fotográfico captura mais 2% de luz. Mas ter mais autonomia muda completamente a experiência diária e acaba com a ansiedade de ficar sem bateria a meio da tarde.
A Apple arriscou com uma solução criativa e a Samsung demorou demasiado tempo a reagir. Resta saber se o próximo topo de gama da Samsung vai finalmente aplicar esta ideia ou se vai continuar a deixar os utilizadores à espera do que já devia ter chegado há muito.
