
A decisão de comprar um novo smartphone no concorrido mercado de gama média está mais interessante com a chegada das recentes propostas da Nothing a Portugal. Tive a oportunidade de usar lado a lado as duas versões destes telemóveis e há várias semelhanças, mas também incrementos a ter em conta.
A escolha entre o modelo base, Nothing Phone (4a), que começa nos 349 € e a variante superior, Nothing Phone (4a) Pro, que começa nos 479 € exige uma análise cuidada às tuas necessidades no dia a dia, para não gastares mais do que o estritamente necessário nem sentires falta de atributos fundamentais.
As especificações lado a lado
| Especificação | Nothing Phone (4a) | Nothing Phone (4a) Pro |
|---|---|---|
| Ecrã | 6,78 polegadas, AMOLED, 120 Hz, 4500 nits | 6,83 polegadas, AMOLED, 144 Hz, 5000 nits |
| Processador | Qualcomm Snapdragon 7s Gen 4 | Qualcomm Snapdragon 7 Gen 4 |
| Construção e resistência | Moldura em plástico, traseira em vidro com IP64 | Corpo em alumínio com certificação IP65 |
| Iluminação traseira | Glyph Bar simplificada | Glyph Matrix com 137 mini-LEDs |
| Câmaras | 50 MP + 50 MP telefoto + 8 MP ultrawide | 50 MP (sensor maior) + 50 MP telefoto (zoom até 140x) + 8 MP ultrawide |
| Bateria e carregamento | 5080 mAh, carregamento de 50W | 5080 mAh, carregamento de 50W |
| Conetividade móvel | Apenas Dual SIM físico (sem eSIM) | Dual nano-SIM com suporte para eSIM |
| Preço base | A partir de 349 euros | A partir de 479 euros |
Design e construção com abordagens distintas
O impacto visual e o toque na mão são diferentes nestes dois equipamentos. O modelo de entrada aposta numa fórmula familiar com uma moldura em plástico e a traseira em vidro, com aquela forte transparência que permite um reconhecimento imediato do ADN da Nothing em qualquer lugar. A acompanhá-lo, tens a presença de uma Glyph Bar luminosa mais simples para os teus alertas diários.
A variante mais cara segue um caminho focado num toque mais premium, que adota uma estrutura inteiramente em alumínio. A transparência geral foi reduzida ao módulo de câmaras nesta versão superior, o que retira algum daquele aspeto tecnológico industrial, mas esse pormenor pode ser extremamente positivo para os utilizadores que procuram um equipamento mais discreto e elegante.

O painel luminoso também sofreu uma evolução neste modelo, com a matriz estreada no Nothing Phone (3). A somar a esta robustez, a proteção contra os elementos também dá um salto qualitativo, passando da certificação IP64 do modelo mais acessível para a classificação IP65 no modelo de topo.
Ecrãs brilhantes com margens diferentes
Olhar para a frente destes telemóveis revela painéis de boa qualidade, embora com subtis diferenças de dimensão por margens bastante curtas. O modelo mais caro beneficia de margens em redor do ecrã mais reduzidas para uma maior imersão. A marca anuncia um pico de luminosidade de 4500 nits para a versão base e uns impressionantes 5000 nits para a edição mais cara.

Na vida real, não vais notar diferenças por aí além na hora de ler mensagens debaixo do sol do meio dia. Isto acontece porque o brilho típico para utilização no exterior estabiliza nos 1600 nits em ambos os telemóveis.
Desempenho e vantagens na fotografia
O interior destas máquinas esconde processadores ligeiramente diferentes. No modelo base base temos o Snapdragon 7s Gen 4 e na versão Pro o Snapdragon 7 Gen 4. Os números nos nossos testes do Geekbench 6 não mostram um fosso de performance alarmante. A fluidez na transição de menus e na abertura das tuas redes sociais está assegurada de forma muito competente nas duas opções. Onde vais sentir diferença é na GPU, já que o modelo Pro é mais adequado para jogos.
Pontuação do Nothing Phone (4a) Pro no Geekbench 6
- CPU: Single-core - 1274 pontos; Multi-core - 3890 pontos
- GPU: 4619 pontos
Pontuação do Nothing Phone (4a) no Geekbench 6
- CPU: Single-core - 1254 pontos; Multi-core - 3344 pontos
- GPU: 3583 pontos
Onde o investimento adicional de 130 euros se faz notar é na captação de imagem. A versão de topo entrega uma qualidade de fotografia superior, impulsionada por um sensor principal de maiores dimensões que recolhe muito mais luz e detalhe. Esta vantagem é complementada por uma capacidade de aproximação que atinge um zoom ótico de 3,5x (igual ao modelo base) e digital de 140x.
A conveniência do eSIM
Um detalhe que pode escapar, mas que faz toda a diferença para quem viaja com frequência, é a gestão das redes móveis. O modelo base obriga-te a usar exclusivamente o formato físico de cartões, foi não suporta a tecnologia virtual. A variante superior, por outro lado, garante suporte para eSIM, o que te permite comprar e ativar pacotes de dados de operadoras estrangeiras em poucos minutos quando vais de férias, sem precisares de abrir a gaveta do telemóvel.
Conclusão
Se colocarmos o preço inicial de 349 euros do modelo base ao lado dos 479 euros da alternativa superior, a escolha final obriga-te a ponderar o real valor que dás a uma construção em alumínio, à câmara capaz de ir muito mais além e à conveniência do eSIM. O Phone (4a) Pro é obviamente a melhor opção, mas o (4a) pode ser o telemóvel qualidade-preço que muitos procuram.

