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Não há multibanco onde moras? Esta vai ser a solução

O projeto piloto arranca em cerca de duas dezenas de juntas de freguesia isoladas. SIBS e bancos criam caixas automáticas sociais para travar falta de dinheiro no interior.

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Imagem: Unsplash
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O acesso a dinheiro físico está prestes a mudar em várias localidades do país através de um plano para o combate à desertificação bancária. Está em curso o desenvolvimento de um projeto para implementar caixas automáticas em juntas de freguesia de regiões mais isoladas.

Serão colocadas em locais onde as populações locais enfrentam sérios problemas para conseguir aceder a dinheiro físico. A informação foi avançada pelo ECO, que revela que este projeto piloto vai arrancar no terreno até ao final do primeiro semestre e abrangerá, numa primeira fase, perto de duas dezenas de freguesias.

A SIBS confirmou ao mesmo órgão de comunicação que se encontra a trabalhar em conjunto com diversas entidades públicas no desenho desta solução. O objetivo passa por alargar o acesso a numerário e a outras operações financeiras básicas do quotidiano nas zonas geográficas sinalizadas pelo estudo do Banco de Portugal sobre a Avaliação da cobertura de rede de Caixas Automáticos e Agências Bancárias como as mais distantes de um ponto de atendimento.

A entidade gestora da rede salienta que os detalhes minuciosos do plano serão revelados de forma mais detalhada até ao fim do primeiro semestre deste ano, em articulação com todos os parceiros bancários e públicos envolvidos.

98% dos cidadãos têm acesso a um balcão ou caixa automática a menos de 5 km de distância

Segundo o Banco de Portugal, mais de 98 por cento dos cidadãos têm acesso a um balcão ou caixa automática a menos de cinco quilómetros de distância. No entanto, estes dados estatísticos podem esconde algumas assimetrias regionais graves que foram acentuadas nos últimos anos com o fecho progressivo de agências e com a remoção de caixas de levantamento.

Atualmente, mais de 1200 freguesias portuguesas, o que representa cerca de 41 por cento do total nacional, não dispõem de qualquer meio físico para levantamento de capital. Existem comunidades em que o ponto de acesso mais próximo fica a 17 quilómetros de distância.

Esta realidade penaliza sobretudo as franjas da população mais vulneráveis e idosas, que não dominam as ferramentas digitais. Isto numa altura em que até já se fala que o PIN, como o conhecemos, pode terminar para os cartões multibanco num futuro próximo.

Todas as novas caixas de cariz social terão levantamento de dinheiro

O acesso universal ao numerário transformou-se numa das prioridades do governador do banco central, Álvaro Santos Pereira, que já tinha assegurado que a instituição estava a delinear estratégias para garantir dinheiro físico em todo o território. Estas novas caixas automáticas de cariz social vão disponibilizar obrigatoriamente a funcionalidade de levantamento de dinheiro.

A SIBS e os bancos parceiros ponderam alargar o catálogo de serviços a pagamentos de serviços e transferências bancárias. O governador Álvaro Santos Pereira defendeu em março que o foco está em dar liberdade de escolha aos cidadãos, para que quem queira usar notas o possa fazer.

Da mesma forma que os utilizadores que preferem pagar com cartões ou telemóveis devem ter essa hipótese garantida. O responsável máximo do regulador enfatizou ainda que o Banco de Portugal não quer deixar ninguém para trás e que atuará diretamente caso se verifiquem falhas graves no sistema.

A par desta infraestrutura física, o governador adiantou que existem outras soluções em análise, como a hipótese de efetuar levantamentos de dinheiro diretamente em caixas de supermercados e estabelecimentos comerciais, um conceito conhecido internacionalmente como cash-in-shop.

Esta alternativa já se encontra disseminada em vários mercados europeus, mas regista ainda uma expressão muito residual no comércio em Portugal. O cenário poderá sofrer alterações em breve, dado que a nova diretiva comunitária de serviços de pagamentos traz condições legais muito mais favoráveis para a expansão deste método junto dos retalhistas nacionais.

Para quem já se move maioritariamente de forma digital, convém ter muita atenção aos erros que os portugueses mais cometem no MB Way e como evitá-los para manter as contas a salvo de fraudes eletrónicas.

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Está no 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre tecnologia. Já fez mais de 300 reviews a produtos, visitou fábricas de smartphones na China e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como o Mobile World Congress e IFA. É editor-chefe desde 2025.