Por último e de acordo com as fontes oficiais, a Microsoft deverá continuar a produzir novos equipamentos mas, até ao momento, não sabemos se ficará ela mesma encarregue de os construir ou delegará esta tarefa em 3ºs. De qualquer forma, é o fim oficial de todos os laços entre a Microsoft e a Nokia, algo que me levou a reflectir sobre o assunto.

Nokia E71 e Lumia 550

Em primeiro lugar e como já havia dito, esta decisão já devia ter sido tomada mas, em vez disso, a Microsoft foi mantendo os seus novos Lumia num estado de coma auto induzido, depois de ter prometido mundos e fundos com a apresentação do Windows 10 Mobile as expectativas do público atingiram um nível muito elevado que, infelizmente, não foi atingido com os Lumia 950 e 950XL. Algo que mesmo os fãs mais dedicados não conseguiram ignorar.

O que resta agora? Para a Microsoft o rumo do seu sector Mobile, ou o que resta dele, passará por uma aposta mais séria no mundo empresarial. Referi, ainda há poucos dias, que o seu Surface Pro é o claro favorito para no que toca a produtividade e sabemos que a produção de dispositivos móveis deverá ficar sob a chefia de Panos Panay, uma das mentes encarregues de desenvolver os Surface e isto levanta a questão, será que é desta que veremos um Surface Phone? Esperemos que sim!

Panos Panay

O mercado dos dispositivos móveis e dos smartphone em particular ficaria bem mais pobre se a Microsoft desistisse de vez deste sector. Não pretendo aqui debater a popularidade e características de cada sistema operativo mas creio sinceramente que quantas mais alternativas tivermos, seja em que sector for, maior será a probabilidade de todo e qualquer consumidor encontrar aquilo que procura. O Windows 10 tinha tudo para vingar e se não conseguiu a única culpada é a casa mãe.

De qualquer forma, esta reestruturação ou "pausa" era inevitável, nenhuma empresa se pode dar ao luxo de manter um sector que acumula prejuízos mas acredito que a Microsoft esteja a preparar uma surpresa do mesmo calibre doNokia, vendida, retalhada e deixada agora ao abandono mas finalmente livre das grilhetas, poderá voltar a erguer-se num futuro não muito distante. Basta, para isso, que voltem a erguer o seu estandarte azul e que se dediquem à produção de smartphones (desta vez com Android) e rogarem alguns favores à Foxconn para que produza os seus hipotéticos dispositivos. Nunca subestimem o poder da nostalgia nem as memória que um simples nome estrangeiro desperta em boa parte da população.

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