Este smartphone da Xiaomi está longe de ser a melhor opção para fotografia

Bruno Coelho
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A Xiaomi lançou recentemente dois smartphones direcionados para o mercado de gama-média alta e alta nos mercados globais. São estes os Xiaomi 11T Pro e Xiaomi 11T. Se o primeiro já havia ficado aquém nos testes de fotografia da DxOMark, isso fica ainda mais vincado no modelo mais barato.

Ambos contam com a mesma configuração de câmaras, com um sensor principal de 108 MP, acompanhado por uma ultrawide de 8 MP e macro de 5 MP. A grande diferença é que o 11T usa o processador MediaTek Dimensity 1200, ao invés do Qualcomm Snapdragon 888.

Ainda que com o mesmo hardware de câmaras, o Xiaomi 11T consegue apenas 108 pontos no testes da DxOMark, comparado com os 117 pontos do 11T Pro. Estes resultados colocam-no a par com o OnePlus Nord (108), e abaixo do Xiaomi Mi 11 Lite (111).

Pontuação de câmaras do Xiaomi 11T na DxOMark
Pontuação de câmaras do Xiaomi 11T na DxOMark

Pontos fortes das câmaras do Xiaomi 11T

  • Foco automático preciso em ambientes externos e internos
  • Baixo ruído em fotos, bem como em vídeos no interior e exterior
  • Imagem capturada semelhante à visualização na maioria das condições
  • Boa renderização de cores em vídeo
  • Bom nível de detalhes em vídeo ao ar livre

Pontos fracos das câmaras do Xiaomi 11T

  • Perda de detalhes no modo de fotografia
  • Balanço de brancos e tons de pele não naturais nas fotos
  • Falhas e instabilidades de foco automático em fotos e vídeos com pouca luz
  • Baixo nível de detalhe ao aplicar zoom
  • Subexposição em fotos noturnas
  • Sistema de estabilização de vídeo ineficaz

O Xiaomi 11T não deixa de ser um smartphone interessante. Contudo, segundo estes testes não se mostra o ideal se procuras o melhor equipamento destinado para fotografia. Dentro do espólio da marca encontras outras opções de grande qualidade, como o Xiaomi Mi 11 Ultra (143), ou o Xiaomi Mi 11 (120).

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Vive entre a paixão pela escrita, a música e a tecnologia. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade da Beira Interior em 2015, e fez parte da equipa que fundou o Jornal de Belmonte. Produziu vários podcasts independentes pelo caminho. Come especificações ao pequeno-almoço.