Antes de começar este meu artigo, acredito ser importante fazer um pequeno disclaimer no sentido de indicar que este não foi patrocinado por nenhuma empresa e portanto não tem nenhum intuito publicitário. Importa também salientar que as críticas apontadas possam não se aplicar a muitos leitores uma vez que, como sabes, a qualidade deste tipo de serviços possa variar de região para região. Este artigo poderá ter uma extensão pouco normal mas tentarei com que não seja nada maçador.

Esta minha saga é tão comprida que confesso que nem sei por onde começar…

A internet é, nos dias que correm, uma das coisas mais importantes no mundo. Acredito que seja legítimo dizer que a internet está para o mundo assim como o combustível está para os automóveis. Se a internet falhar, param empresas, hospitais, supermercados, serviços públicos, aeroportos… enfim, pára tudo. Nesse sentido, e atendendo a que a nossa vida tem sido conduzida a criar hábitos e desenvolver estratégias do dia-a-dia contando sempre com o nosso smartphone, computador ou tablet, a internet mostra ter portanto, uma importância gigante na vida de cada um de nós. É bastante assustador este caminho que temos traçado mas atrevo-me a dizer que começa a ser mais fácil um fumador largar o tabaco do que a internet.

   

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Ora, enquanto editor e escritor deste projeto que cada vez nos dá mais orgulho, a 4gnews, e o qual nos tem colocado um sorriso gigante nos últimos dias de cada mês ao ver que o número de visualizações começa finalmente a seguir um rumo que realmente nos encoraja a continuar este magnífico trabalho que temos feito, é ainda mais importante uma internet digna de um projeto de tal qualidade. Quem assiste aos nossos LivePodcast´s no Youtube certamente já reparou que a qualidade da minha imagem é francamente mais fraca quando comparada com a do Filipe, Bacelar ou Pedro. Ao contrário do que algumas vezes é dito na caixa de comentários, isso não se deve à minha webcam (que é HD) mas sim do meu serviço de internet.

Há muitos anos que tenho contrato com a MEO (desde os tempos da Sapo) e desde sempre tive um serviço que nunca correspondeu ao contratado, no que respeita a valores de velocidade de internet. Se até 2010 eram realidades toleráveis, em pleno 2017 acredito serem práticas altamente repudiáveis e condenáveis. Provavelmente não sabes mas como vivo numa nobre freguesia situada a cerca de 15 km´s do seu concelho, Santa Maria da Feira, acredito que todas as pessoas que me rodeiam não tenham direito às regalias presentes em outras partes do concelho. E claro, estou a falar dos serviços de telecomunicações (e não só, mas isso já é outra conversa).

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Continuando, e para terem noção, nunca esteve disponível na minha zona serviços com preços mais acessíveis como a Cabovisão, por exemplo. Nesse sentido, a melhor solução que sempre tive foi o serviço ADSL que a MEO disponibilizava. Até ao final deste mês (período em que acaba a minha fidelização com esta operadora), tenho o serviço MEO TOTAL 24 que, para além de TV e telefone fixo (que pouca ou nenhuma utilidade tem hoje em dia) tenho internet fixa até 24 Mbps que, na verdade, atinge os 7 Mbps nos melhores dias (e se a box da tv estiver desligada).

Nesse sentido, com o surgimento e o investimento no 4G, este tipo de serviço consegue obter melhores resultados na minha zona (de acordo com conhecidos meus que têm este tipo de serviços e que vivem bem próximos a mim). Assim, no final do mês passado, bem junto ao Natal, estive ao contacto com as várias operadoras no sentido de encontrar um pacote satélite mais favorável do que ao que tenho neste momento. Ora, a NOS (operadora com que consigo ter os melhores resultados via 4G) foi quem me apresentou um preço/qualidade mais apelativo, vejamos: TV (sem canais premium nem gravações automáticas) + Telefone + internet fixa até 40 Mbps (que na verdade é móvel uma vez que, como é 4G, posso levá-la comigo quando vou de férias, por exemplo) cobra 38.99€/mês no primeiro ano e 52.64€/mês no segundo ano. A meu ver o primeiro valor é bastante aceitável (uma vez ser igual ao valor do pacote que atualmente tenho) mas o segundo valor não é nada justo face às condições do contrato.

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À conversa com a Vodafone e com a Nowo (esta última com pacotes preço/qualidade incríveis) cheguei à conclusão que a primeira não me conseguia garantir uma velocidade pelo menos igual à que tenho atualmente e a segunda operadora não tem nenhum tipo de serviços disponível na minha zona. Restava-me portanto, questionar a MEO acerca de outras soluções que eu pudesse ter.

Surpreendentemente, fiquei estupefacto com o serviço de apoio ao cliente que me saiu na rifa naquele dia: das mais 10 diferentes pessoas que me foram atendendo (fui transferido de assistente em assistente), nenhuma me sabia dizer se a MEO tinha um serviço 4G semelhante ao que referi da NOS. Aliás, houve 2 assistentes que me referiram que nem a MEO nem nenhuma outra operadora tinha esse tipo de serviços, que acima do ADSL só existia a fibra e, a quem eu educadamente, sugeri que fossem estudar melhor o mercado e considerar se são as pessoas mais indicadas para ocuparem a posição que estavam. É certo que posso não ter sido muito educado mas já contava com mais de 3 horas em linha com a MEO, com muitas vezes 15 minutos à espera de ser atendido por outro assistente ou departamento.

fonte: depositphotos

Finalmente, findadas essas 3 horas, fui atendido por uma senhora muito educada (que infelizmente não fixei o nome) e a qual teve a humildade de dizer “Joel, confesso que não sei responder à sua pergunta mas, se aguardar uns minutos, procurarei responder-lhe o mais acertadamente possível”. Ainda que esta simpática operadora de call center me tenha indicado que não têm um pacote que me permita ter melhor resultados dos que os resultados que tenho atualmente, felizmente obtive uma resposta conclusiva. Terminei a chamada por pedir desculpa pela forma deveras grosseira com que possa ter tratado esta última assistente mas que, como ela entendeu, ninguém aguenta 3 horas ao telefone à espera de uma simples resposta que deveria ser imediatamente respondida por qualquer assistente desta operadora.

Enfim, no final disto tudo concluí que, apesar do mercado ser teoricamente tão diversificado, no meu caso isso não se aplica. Actualmente vivo no dilema de continuar na MEO ou aceitar a proposta da NOS (que acabará por me sair mais cara). É estúpido que cada vez que eu tenha de fazer upload do meu audio do podcast (que costuma ter entre 150 a 200 megasbytes de tamanho) tenha que esperar cerca de 50 minutos para que o upload esteja concluído. Isto claro, é só um exemplo. Infelizmente inúmeros são os outros exemplos em que uma internet fraca como a que eu tenho prejudica o meu dia-a-dia. Resta-me portanto, acreditar que a internet não vire um bem elitista e que cada um de nós a ela tenha acesso com a qualidade digna da era em que vivemos.

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