Consumidores não procuram novos tablets em 2022, aponta a Canalys

Rui Bacelar
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O mercado global de tablets e Chromebooks voltou a cair pelo quarto trimestre consecutivo de acordo com a agência de análise de mercado Canalys. Dito isto, há mais de um ano que o volume de vendas para este segmento de produto diminui gradualmente.

A quebra no mercado de tablets foi de 11% comparativamente com os valores do ano passado. Ainda assim, foram vendidos mais de 34,8 milhões de tablets Android e iOS em todo o mundo, sem que tal atenuasse a quebra sentida no mercado global.

Mercado de tablets e Chromebooks volta a cair no 2.º trimestre de 2022

Segundo a agência de análise de mercado Canalys o interesse e procura por novos tablets tem vindo a cair há quatro trimestres. Os mais recentes dados divulgados pela empresa apontam uma quebra reiterada desde o segundo trimestre de 2021, ou seja, um ano de quebras consecutivas.

A queda de 11% face aos valores de vendas do último ano, materializou-se em 34,8 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Em particular, a quebra na procura por Chromebooks mostrou-se mais acentuada, mais concretamente com uma redução de 57% no volume de vendas no segundo trimestre de 2022 onde foram vendidas 5,1 milhões de unidades.

Apple, Samsung, Amazon e Lenovo, todas sentiram uma quebra de mercado

A Apple continua em primeiro lugar liderando o mercado. Porém, perdeu quota de mercado, de 15% para 12,1% com os seus iPad em todo o mundo. Em segundo lugar permanece a Samsung que registou uma quebra maior de 13%, vendendo ainda assim 7 milhões de tablets neste mesmo período.

Em terceiro lugar e com menos 3,5 milhões de tablets vendidos que no ano passado, a Lenovo mantém a sua posição. Logo em seguida temos a Amazon que também conseguiu vender 3,3 milhões de unidades dos seus tablets Amazon Fire e obter 6% de quota de mercado. Por fim, em quinto lugar temos a Huawei com uma quebra assombrosa de 26%, vendendo 1,7 milhões de tablets.

Entre os fatores citados pela Canalys para justificar esta quebra temos a inflação global e o abrandamento da economia chinesa como principais causas. Em simultâneo, devido à quebra da produção na China a cadeia de distribuição também seria afetada com menos unidades a chegar ao mercado. Não obstante, a procura também foi gradualmente diminuindo.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
Na escrita e comunicação repousa o gosto, nas leis a formação. Ocupa-se com a atualidade tecnológica na 4gnews. Email: ruibacelar@4gnews.pt