Apple, Samsung e Huawei, as marcas que menos (e mais) desvalorizam em 2021

Rui Bacelar
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Qual é o telemóvel que perde menos valor com o passar do tempo? De acordo com um recente estudo divulgado pela plataforma britânica musicMagpie, são os telemóveis Apple iPhone que menos desvalorizam passado um ano, ou dois anos no mercado.

Em segundo lugar, entre os smartphones que menos desvalorizam, temos os Samsung Galaxy, especialmente nas linhas de topo. Por outro lado, a marca que mais desvaloriza entre as fabricantes apuradas é a Huawei cujos produtos são agora rejeitados.

Apple iPhone e Samsung Galaxy lideram as tabelas em 2021

Apple iPhone Samsung Galaxy
Índice de desvalorização anual elaborado pela publicação musicMagpie.

Em primeiro lugar importa referir que este estudo reflete a realidade britânica com base em 2093 utilizadores de smartphones no Reino Unido. O objetivo da pesquisa prende-se com a necessidade de apurar os índices médios de desvalorização dos telemóveis.

Mais concretamente, a diferença entre o valor pago por um telemóvel novo e o valor recebido nas instâncias em que o utilizador entrega o telemóvel para retoma. A diferença entre estes indicadores foi, assim, usada como métrica de desvalorização.

Sem surpresas, a Apple tem os smartphones que menos valor perdem após 12 meses (1 ano). Em segundo lugar temos a Samsung, cujos smartphones também mantêm melhor o seu valor face à demais concorrência no mercado.

16 meses é o tempo médio de uso de um smartphone no Reino Unido

O estudo aponta ainda que, em média, cada consumidor troca de smartphone após 16 meses. Este é o tempo médio de uso de um terminal, passando o seu telefone a valer cerca de 50% do valor que originalmente pagou pelo mesmo, em média.

Mais concretamente, os telemóveis Apple iPhone tendem a desvalorizar 41% após 12 meses. Esta métrica chega aos 60% volvidos 24 meses (2 anos) de utilização. Por outro lado, um telemóvel Samsung perde 64% do valor nos primeiros 12 meses e até 77% aos 24 meses de utilização.

Curiosamente vemos a fabricante chinesa OnePlus a ocupar um digno terceiro lugar. Os seus telefones desvalorizam entre 69% e 78% nos períodos supracitados. Logo em seguida temos a Google, cujos telemóveis Pixel perdem entre 65% e 83% do valor.

A Huawei sofre a maior desvalorização com os seus smartphones a perder 75% do valor de mercado volvidos 12 meses e até 87% volvidos 24 meses. Ou seja, a taxa de rejeição no mercado dos seus telemóveis é uma das maiores no setor.

Huawei é a marca que mais desvaloriza a 12 e 24 meses

Apple iPhone Huawei
Índice de desvalorização anual elaborado pela publicação musicMagpie.

Poderia pensar-se, de imediato, que tamanha rejeição se deve somente à falta dos serviços Google. No entanto, os telemóveis usados como margem de comparação são os Huawei Mate 30 Pro e Huawei P20, ambos com serviços Google.

Isto mostra-nos que, mesmo em condições de competir com os demais smartphones Android, a taxa de desvalorização dos produtos Huawei neste mercado era extremamente considerável. Uma realidade muito distinta da observável junto dos Apple iPhone.

Com efeito, são os iPhone que melhor mantêm o seu valor junto do mercado na hora da retoma, bem como no mercado de segunda mão. As métricas eram expectáveis, mas tornam mais claros os hábitos de consumo dos utilizadores britânicos.

Quem é que quer um smartphone sem serviços Google fora da China?

Apple iPhone 12 Pro Samsung
Índice de desvalorização anual elaborado pela publicação musicMagpie.

A Huawei foi a marca mais penalizada não só neste mercado, mas em todo o mundo. Por outro lado, como vemos acima, a gama iPhone 12 da Apple é uma das que melhor retém o seu valor de mercado após 1 mês a 3 meses de utilização.

Os valores acima mostram-nos, aliás, o impacto que a nova gama Apple iPhone 13 teve junto da geração anterior. Houve, sim, uma desvalorização dos telemóveis Apple iPhone 12, sendo, contudo, bastante atenuada.

Por fim, a empresa musicMagpie refere ainda que a forma mais rentável para mudar de telemóvel é a entrega do equipamento antigo para retoma junto das lojas que o permitam. É por essa via que o consumidor pode, no mercado britânico, fazer o melhor negócio.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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