Apple: Preço alto do iPhone dá mais um recorde à empresa de Cupertino

Rui Bacelar
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É no novo "Max" que estão depositadas as maiores esperanças da marca. @reuters

A Apple volta a estabelecer um novo recorde de lucros! Até aqui nada de novo, nada que já não estivéssemos à espera tendo em conta a constante escalada de preços. Nesse sentido, é graças ao preço alto dos smartphones - o Apple iPhone. É graças sobretudo a ele que estas metas de Cupertino são alcançadas (e superadas).

Em primeiro lugar, este novo recorde de lucros foi divulgado hoje pela própria tecnológica de Cupertino. Nesse sentido podemos agora ver o relatório, detalhado, sobre o desempenho da empresa neste 3º trimestre fiscal de 2018.

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Em segundo lugar, algo que pode causar alguma confusão no leitor é o fato de a marca o apelidar de 4º trimestre fiscal. Pois bem, isto sucede devido à dissonância entre ano fiscal e ano civil. O mesmo sucede, por exemplo, com a Sony.

Por conseguinte e num resumo muito sucinto, a Apple bateu novos recordes de lucros graças à escalada de preços do iPhone. Sim, durante os últimos três meses a Apple ultrapassou o seu último recorde. Agora, registou 69.2 mil milhões de dólares em lucros.

Apple bate novo recorde de lucros graças aos iPhone

Aliás, a tecnológica superou esta cifra em mais de Cupertino cresceu 20% face ao período homólogo de 2017. Um crescimento a 2 dígitos que certamente deixará todo e qualquer investido extremamente satisfeito. Aliás, são números que vêm confirmar a mestria de Tim Cook na ampliação destas mesmas margens de lucro e sustentabilidade financeira. Desta feita, podemos ver um crescimento ao longe de quase todos os sectores e produtos da marca. Desde o Apple iPhone até mesmo aos serviços como o Apple Music.

Nesse sentido podemos referir, em primeiro lugar, um crescimento de 25% nos lucros auferidos graças aos Serviços. Aqui incluímos desde o armazenamento na iCloud até mesmo ao serviço de streaming da gigante de Cupertino. Este segmento rendeu 10 mil milhões de dólares à Apple no trimestre fiscal em análise.

Em segundo lugar podemos referir que a receita líquida da Apple chegou aos 14.12 mil milhões de dólares durante este trimestre. Face ao período homólogo de 2017 temos aqui um crescimento de 32%, um salto extremamente notável.

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O iPhone é a trave mestra da tecnológica de Cupertino. ©Reuters

Em suma, esta é uma notícia excelente para os investidores e sobretudo para os acionistas da Apple. Por conseguinte, os dividendos serão distribuídos também com estes na base do 0.73 dólares por cada ação detida. Na prática temos um aumento de 15% face a 2017.

Apple iPhone é a maior fonte de receitas

O iPhone. Aqui sem a menor dúvida, este continua a ser a maior fonte de dividendos para a fabricante norte-americana. Por conseguinte, tendo vendido 46 milhões de unidades durante o trimestre em análise, a escalada dos lucros é inevitável.

Este chorudo número de smartphones (iPhone) vendidos rendeu à Apple um total de 37 mil milhões de dólares em receitas. Em suma, são números que nos mostram o quão confiante (e dependente) está a fabricante norte-americana do seu iPhone.

Algo que nos leva a concluir que o preço alto de todo e cada iPhone acaba por "engordar" a margem de lucros da Apple. Em primeiro lugar, isto não está a afetar o volume de vendas de smartphones da empresa.

Todavia, cumpre salientar que neste relatório fiscal os novos Apple iPhone XS, iPhone XS Max e iPhone XR ainda não integram as contas da empresa. Já no próximo relatório fiscal, alusivo aos 3 últimos meses de 2018, os novos iPhone estarão presentes.

Em suma, temos boas razões para acreditar que no próximo trimestre a Apple bata um novo recorde de lucros. Aqui, mais uma vez, dependendo da adopção e procura pelos novos smartphones iOS da gigante de Cupertino.

Venderam-se menos computadores da tecnológica de Cupertino

Olhando para a tabela de receitas, vemos que a terceira maior fonte foram os seus computadores - Mac. Todavia, este segmento ainda rendeu à marca 7.41 mil milhões de dólares devido às 5.3 milhões de unidades vendidas neste trimestre.

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O departamento de computadores foi a 3ª maior fonte de receitas para a marca.

Em segundo lugar, olhando para o segmento de tablets podemos ver que foram vendidas 9.7 milhões de unidades de iPads. Na prática as vendas de tablets renderam à marca uns "meros" 4 mil milhões de dólares neste trimestre fiscal.

Em terceiro lugar podemos referir aquilo que a marca define como "Outros Produtos". Aqui incluídos os dispositivos vestíveis, os wearables como o Apple Watch, AirPod bem como a Apple TV, entre outros...

Este segmento bastante variado acabou por render à marca um total de 4.2 mil milhões de dólares em receitas. Cifras que empalidecem face aos valores resultantes dos seus smartphones, o Apple iPhone que continua a crescer em popularidade.

Aliás, com a chegada ao mercado do Apple iPhone XR, o mais económico dos novos smartphones, a marca pode bater novos recordes. Aliás, contamos já com isso mesmo.

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Fonte | via 1, via 2

Rui Bacelar
Rui Bacelar
Quando não está a escrever um artigo ou a gravar algum vídeo, o Bacelar tem por hábito saborear um bom livro, descobrir novas bandas sonoras ou simplesmente desfrutar do sol, na companhia de quem mais gosta (MM).