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Apple estuda revolução no design: Apple Watch pode nem se parecer com um relógio

A Apple está a questionar o conceito do Apple Watch. Novas informações revelam que a gigante de Cupertino estuda uma reformulação drástica para os seus relógios inteligentes, ponderando caminhos que vão desde modelos sem ecrã até formatos inéditos.

Apple Watch 11
Crédito@Apple

Apple Watch sem ecrã

A Apple está a explorar uma reformulação radical do Apple Watch, incluindo um modelo sem ecrã, novas dimensões e até uma possível linha premium acima do Ultra. A mudança ainda está numa fase inicial, mas pode redefinir o futuro do relógio inteligente da empresa.

Segundo Mark Gurman, jornalista da Bloomberg, a equipa de design industrial da Apple passou o último ano a explorar novas abordagens para o dispositivo. Entre as opções em análise estão:

  • Modelos sem ecrã: Dispositivos focados puramente em sensores de saúde e rastreio;
  • Linha ultra premium: Uma gama posicionada acima dos atuais modelos Ultra e da parceria com a Hermès;
  • Versão mais acessível: Um modelo com preço inferior ao atual Apple Watch SE.
  • Diferentes formatos e tamanhos: Testes com vários ecrãs, embora a hipótese de um mostrador redondo seja considerada muito improvável de chegar ao mercado.

Por enquanto, todos estes projetos permanecem em fase de planeamento e sem uma direção única definida.

A pressão dos anéis inteligentes e da concorrência

A mudança de estratégia não acontece por acaso. O design base do Apple Watch mantém-se praticamente inalterado desde a série 4, lançada em 2018, enquanto o Apple Watch Ultra preserva a mesma silhueta desde 2022.

A pressão surge da rápida evolução de novos formatos no mercado de wearables. Dados do Worldwide Wearable Device Tracker da IDC indicam que as vendas de anéis inteligentes devem crescer 12,8% em 2026, com os óculos inteligentes a registar uma subida de 41,4%. Em contrapartida, as pulseiras inteligentes tradicionais enfrentam uma queda projetada de 6,8%.

Apesar de os smartwatches continuarem a dominar o volume global de vendas (com cerca de 163 milhões de unidades), o crescimento mais acentuado do setor está a mover-se para dispositivos mais leves e discretos. A Apple não está a perder quota de mercado, mas pretende antecipar-se e rumar na direção para onde o interesse do consumidor se está a deslocar.

O que muda para quem vai comprar este ano?

Para quem planeia adquirir um smartwatch no curto prazo, as novidades em desenvolvimento não devem alterar os planos imediatos.

As próximas gerações — como o Apple Watch Series 12 e o Apple Watch Ultra 4 — mantêm o formato familiar, trazendo melhorias internas focadas em:

  1. Desempenho: O primeiro salto significativo de processamento em vários anos;
  2. Materiais e estética: Regresso da opção em caixa de cerâmica, além de novas cores e braceletes;
  3. Saúde: Um conjunto atualizado de métricas de monitorização física e bem-estar.

Em resumo, no próximo lançamento em setembro deste ano, a linha de smartwatches Apple ainda vai apresentar o design conhecido e convencional de relógio inteligente. Alterações drásticas, como um relógio sem ecrã, estão ainda em estudo e podem estar reservadas para o próximo ano quando o iPhone fizer 20 anos. Afinal, a Apple terá de destacar a sua linha de smartwatch de qualquer forma e uma boa maneira seria tirar-lhe o ecrã.

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Mónica Marques
Mónica Marques
Mónica Marques é redatora no 4gnews e, ao longo de mais de duas décadas de experiência, já cobriu várias edições do Mobile World Congress e IFA. Assinou centenas de análises detalhadas a smartphones, smartwatches, ecossistemas de smart home e gadgets que podem melhorar a tua rotina.