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Xiaomi Watch 5 review: o relógio que resolve o principal problema do WearOS

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Xiaomi Watch 5
★★★★☆4.5Muito Bom

O Xiaomi Watch 5 tem um argumento de peso que supera quase toda a concorrência direta no ecossistema Android: a bateria. Com um design clássico em aço inoxidável e as possibilidades do sistema Wear OS 6, como o Spotify, os pagamentos ou o Google Maps, este relógio providencia vários dias de autonomia numa única carga. Chega a Portugal por 299,99 €.

Prós
  • Autonomia que atinge facilmente os 4 dias de uso real com o Wear OS;
  • Construção em aço inoxidável com ecrã protegido por vidro de safira;
  • Integração perfeita de serviços da Google, incluindo mapas, pagamentos e o assistente Gemini nativo
  • Apenas 56 gramas de peso, tornando-o extremamente confortável para dormir ou praticar desporto.
Contras
  • O sistema de carregamento por pinos físicos é pouco prático nos dias que correm;
  • O sensor de luminosidade automática do ecrã ainda precisa de afinação nas transições rápidas de luz;
  • Não tem suporte para eSIM.
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Especificação Detalhe
Ecrã AMOLED de 1.54 polegadas
Sistema Operativo Wear OS 6
Bateria 930 mAh, autonomia até 6 dias em modo inteligente
Processamento Snapdragon W5 Gen 1 e BES2800BP
Saúde e desporto Monitorização contínua de SpO2, ritmo cardíaco, sono e GNSS L1+L5 de banda dupla

Os relógios inteligentes com Wear OS sempre foram sinónimo de um compromisso chato. Tens todas as aplicações disponíveis no pulso, mas dificilmente tens autonomia para vários dias. Quando analisámos o recente Pixel Watch 4 de 45 mm, elogiámos imenso os avanços da Google ao conseguir esticar a autonomia para além dos 2 dias de uso normal. Parecia um feito notável.

Até que a marca chinesa Xiaomi decidiu entrar na sala com este novo equipamento de 299,99 euros e mudar completamente as regras do jogo. O novo Xiaomi Watch 5 promete até 6 dias de autonomia em uso normal. Testámo-lo por duas semanas para ver como se porta no uso do dia dia.

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Autonomia e carregamento

O grande trunfo deste smartwatch, e aquilo que realmente merece o nosso maior destaque nesta análise, é a sua autonomia. A fabricante conseguiu colocar uma bateria de 930 mAh num corpo elegante. O segredo é a utilização da nova tecnologia de baterias de silício-carbono.

Esta tecnologia que tem feito um sucesso tremendo a aumentar as capacidades nos recentes smartphones chineses topo de gama sem aumentar o seu tamanho físico, chega agora aos nossos pulsos. A marca promete até 6 dias de autonomia em uso normal e fica bem perto dessas pretensões mais otimistas.

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Pelos meus testes práticos diários, com notificações sempre a cair, atendi algumas chamadas diretamente no pulso e registei algumas caminhadas com o GPS ligado e medição constante de batimentos cardíacos e sono, consegui atingir consistentemente os 4 dias de autonomia sem qualquer tipo de poupança forçada. Para um relógio a correr o sistema operativo Wear OS, isto muda completamente o jogo e a forma como olhamos para a ansiedade da bateria.

Se tivesse de apontar um defeito a toda esta experiência de energia, seria inevitavelmente direcionado ao carregador. A marca continua a insistir num sistema de pinos físicos que têm de alinhar perfeitamente com os contactos do relógio. Não é a forma mais conveniente de carregar. Gostaríamos muito que a fabricante apostasse num sistema totalmente magnético sem contactos expostos ou, melhor ainda, o tornasse compatível com as bases universais Qi que já temos espalhadas pela casa.

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Design, construção e conforto

Apesar da enorme bateria que esconde no seu interior, a estética não foi descurada. Embora tenha uma espessura naturalmente superior face ao elegante Pixel Watch 4, durante o meu tempo de teste contínuo nunca achei que fosse um relógio desconfortável de usar. E notem que tenho um pulso relativamente fino que costuma sofrer com caixas mais robustas.

O aspeto de relógio clássico e circular, perfeitamente associado à construção em aço inoxidável e combinado com uma bracelete em silicone, fazem deste um dos relógios mais versáteis que podes comprar atualmente. Fica bem para usar no dia a dia com roupa casual, não destoa num evento mais corporativo, e está pronto para as tuas lides desportivas mais intensas.

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Os 56 gramas de peso total fazem com que o relógio não se sinta pesado durante uma corrida ou caminhada e podes levá-lo tranquilamente para a piscina graças à resistência à água 5ATM. O ecrã está ainda protegido por vidro de safira, o que me deu uma enorme paz de espírito contra arranhões acidentais nas esquinas aqui de casa.

Ecrã e interface

O ecrã AMOLED de 1.54 polegadas é generoso nas dimensões e apresenta uma ligeira curvatura nas extremidades que facilita os deslizes dos dedos. É bastante brilhante e legível sob a luz solar direta, atingindo picos de 1500 nits. O sensor de luminosidade automática, no entanto, ainda tem de melhorar um pouco através de futuras atualizações de software, pois as transições entre ambientes de muita e pouca luz (como entrar num túnel ou numa sala escura) são por vezes demoradas.

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A navegação baseia-se no irrepreensível Wear OS 6. Tens aqui tudo o que precisas se valorizas um ecossistema inteligente.

  • Google Maps nativo com navegação offline para te guiares numa cidade nova;
  • Spotify para descarregares as tuas playlists diretamente para a memória do relógio;
  • A indispensável Google Wallet para fazeres pagamentos apenas encostando o pulso ao terminal.

A grande novidade é o acesso direto ao assistente Gemini no próprio ecrã do relógio. Como já acontecia no Pixel Watch 4, este responde de forma muito mais natural e contextualizada às tuas perguntas faladas e acaba por fazer com que não tenhas de pegar no telemóvel tantas vezes. Está acessível por toque no ecrã ou automaticamente ao levantar o pulso, se assim entenderes.

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A marca introduziu ainda o suporte a gestos baseados no movimento do pulso, graças a sensores avançados EMG. Podes estalar os dedos, fechar a mão ou agitar o pulso para atender chamadas ou abrir aplicações.

Funcionam bem para interações muito breves, mas sendo totalmente honesto, não considero que, em qualquer produto que tenha testado com estas funções até hoje, sejam a forma mais prática de interagir com um ecrã tátil. Acaba por ser mais um truque para impressionar os amigos do que uma ferramenta de produtividade real.

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Funções de fitness, saúde e desporto

Como seria de esperar num topo de gama, o Xiaomi Watch 5 faz todas as medições que os desportistas mais exigentes precisam. Acompanha a frequência cardíaca ao segundo, monitoriza a qualidade do teu sono detalhadamente e mede os níveis de oxigénio no sangue.

O GPS de dupla banda (L1+L5) revelou-se extremamente preciso a desenhar as minhas rotas de caminhada no mapa, mesmo quando passava por ruas ladeadas por edifícios altos que costumam baralhar os sinais de satélite. Traz mais de 150 modos de desporto para registares desde a simples corrida até treinos de força mais complexos, sincronizando perfeitamente todos os dados através da plataforma da Google.

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Para quem é o Xiaomi Watch 5

  • Utilizadores de telemóveis Android que exigem o ecossistema completo da Google (Wear OS) mas não querem ter de carregar o relógio todos os dias;
  • Consumidores que valorizam um design clássico e robusto em aço inoxidável que se adapta a qualquer situação do dia a dia;
  • Praticantes de desporto que necessitam de GPS de alta precisão e monitorização constante de saúde sem comprometer o estilo.

Para quem não é o Xiaomi Watch 5

  • Utilizadores do ecossistema Apple, visto que o Wear OS não oferece compatibilidade nem a melhor experiência com o iPhone;
  • Pessoas com pulsos muito finos que procuram o relógio mais minimalista e fino possível no mercado;
  • Consumidores para quem usar o smartwatch de forma independente, com eSIM, é algo importante.

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Conclusão

O Xiaomi Watch 5 é um belo exemplo de que a indústria dos smartwatches estava apenas a precisar de uma mudança na química das baterias para dar o próximo grande salto. A marca chinesa pegou no software da Google, colocou-o dentro de uma caixa de aço muito bem construída e adicionou-lhe o ingrediente da tecnologia de silício e carbono.

O resultado é um relógio inteligente que faz quase tudo o que a concorrência faz (com a ausência notada do suporte para eSIM), mas que sobrevive mais tempo longe da tomada. Se tens 300 euros para investir num acessório para o teu telemóvel Android e a autonomia sempre foi o teu maior entrave para adotar o Wear OS, a tua procura termina aqui.

Dá uma olha da nossa liste de melhores smartwatches a comprar em 2026.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está no 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre as novidades tecnológicas. Durante esse período já fez mais de 200 reviews e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como o Mobile World Congress e IFA.