A Xiaomi lançou o Redmi Note 17 Pro New Edition, apenas três meses depois do modelo original, apresentado em julho. À primeira vista, parece apenas uma nova versão, mas a mudança que está a incomodar muita gente está na memória.
O que muda (e o que fica igual)
O ecrã, o processador, as câmaras e a bateria não mudam. Continuas a ter um AMOLED de 6,83 polegadas com resolução 1,5K e 120 Hz, o Snapdragon 6s Gen 4, câmara principal de 50 MP, câmara frontal de 8 MP e a bateria de 9.000 mAh com carregamento de 67 W. O software também é o mesmo: Android 16 com HyperOS 3.
A diferença está na memória:
- Original: 8 GB ou 12 GB de RAM, com 128 GB, 256 GB ou 512 GB de armazenamento
- New Edition: apenas 6 GB ou 8 GB de RAM, sem a versão de 12 GB e sem a de 512 GB
As cores também mudam. O preto sai e entram o verde e o laranja.
O corte que não vai agradar a muita gente
Falo da RAM. A Xiaomi tirou a versão de 12 GB e passou a oferecer 6 GB como opção de entrada num telemóvel chamado "Pro". E isto é um problema. O Note 17 Pro tem um ecrã 1,5K a 120 Hz e uma bateria enorme, ou seja, é vendido como um smartphone para durar muito tempo.
Mas 6 GB de RAM é pouco para uma promessa destas, sobretudo com o Android 16 e o HyperOS 3, que pedem mais memória a cada versão.
Ainda terá de ser feita uma escolha que não devia sequer existir. A versão de 6 GB + 256 GB custa o mesmo que a de 8 GB + 128 GB, por isso quem compra tem de decidir entre mais RAM ou mais espaço. Para ter as duas coisas, é preciso passar para os 8 GB + 256 GB, o que custa mais.
Vamos falar de preços
Na China, o preço começa nos 1.599 yuans (cerca de 205 €) para as versões de 6 GB + 256 GB e 8 GB + 128 GB. A de 8 GB + 256 GB custa 1.699 yuans (cerca de 218 €). Os valores em euros são apenas conversões de preço, por isso são aproximados.
A razão por trás do corte
A explicação é a crise dos chips de memória. Com as memórias mais caras, cortar as configurações maiores ajuda a Xiaomi a manter o preço num mercado chinês muito competitivo, assim como no resto do mundo. É compreensível do ponto de vista comercial, mas quem paga a diferença é o utilizador, que fica com menos memória pelo mesmo dinheiro.
Por agora, o New Edition só foi anunciado para a China, mas podemos esperar novidades relativamente a novos mercados. Se chegar à Europa, o mais provável é que o debate seja o mesmo: um bom ecrã e uma bateria enorme, com uma RAM que fica aquém do nome Pro.