Nas últimas semanas, a chegada de várias notícias relacionadas com o Windows Phone da Microsoft, foram muitos os focos de contestação criados por parte dos seus utilizadores.

Em destaque, pode falar-se do facto de terem sido vendidos apenas 6 milhões de smartphones Windows em 2016, ou da Microsoft ter parado de desenvolver uma aplicação sua para a plataforma móvel da mesma.

   

Pois, principalmente no que toca à segunda notícia, é algo preocupante perceber que nem a própria empresa de Redmond vê justificação para continuar a trabalhar em algo que (quase) ninguém usa.

O problema é que isso é preocupante de duas formas diferentes e iguais ao mesmo tempo. Com uma atitude desse tipo, não só os restantes programadores não terão qualquer incentivo em produzir aplicações para Windows (Mobile), tal como os utilizadores deixarão, ainda mais, de lado, a hipótese de adquirirem um terminal com esse software.

E não, não vale a pena dizer que as aplicações universais resolverão tudo. Embora tenham sido (e sejam) uma ótima solução encontrada pela Microsoft, até agora, que resultados, visíveis, é que obtiveram? Se excluirmos o Facebook, Instagram e Messenger, quais as aplicações sonantes que tenham surgido na loja, seja para PC ou para Mobile, como resultado das aplicações universais? Pois, não faço ideia.

E, se chegaste a ler o artigo até aqui, fica sabendo que, num agregado familiar de 6 pessoas – mais próximas – 3 têm um smartphone Windows e, quanto a PCs, todos eles são Windows também. Penso que foi óbvia a razão pela qual escrevi a frase anterior. Porque não, não estou a falar de cor.

Pois bem, dito isso, e olhando outra vez, maioritariamente, para o que se passa com o Windows 10 Mobile – porque o Windows 10 (para PC) está melhor que nunca e com esse não carece de preocupação -, os dois motivos acima mencionados não são bons, de todo.

O que é que se está a passar ao certo? Qual é o objetivo? Um sistema sem aplicações? Alguém disse esta semana no Facebook, e passo a citar: “Deixamos de ter um smartphone e passamos a ter um browserphone…”. Eu diria mais, deixamos de ter um Windows Phone para termos um browserphone.

Mas o problema é o seguinte. Há uns anos, com o Windows Phone 8.1 – veloz e perfeitamente capaz, mesmo que com menos aplicações que os outros – usá-lo apenas como browser ambulante era mau porque o Internet Explorer era péssimo. Hoje em dia não é bem assim. O Microsoft Edge é muito melhor para Windows Phone do que o Explorer foi alguma vez.

Porém, continua a haver um problema, ou dois. Primeiro, um smartphone de gama-média ou baixa, com Windows 10 Mobile, requer ao utilizador uma quantia elevada de paciência. Mas, mesmo um Lumia 950 – o que tenho cá por casa -, seria um bom browserphone? Pode dizer-se que, sim e não. Sim porque é um terminal bastante rápido – principalmente na utilização do Edge; não porque faltará sempre aquela aplicação específica.

Ou seja, se o Lumia 950 tivesse o Microsoft Edge e o meu uso se baseasse nissmo mesmo, por exemplo, então eu próprio diria já aqui que qualquer ser humano não muito dependente de aplicações detalhadas viveria com ele perfeitamente. Contudo, não é isso que se passa. Isto é, eu posso ir ao site do meu banco e gerir a minha conta, banco esse que já teve aplicação e que entretanto retirou-a da Windows Store. No entanto, nesse contexto, essa é uma situação bastante precária e incomodativa para o utilizador.

Bem, deste modo, é com alguma tristeza, sincera, que vejo o caminho que esta plataforma tem levado e, principalmente, o que farão os seus utilizadores. E foco naqueles que compraram o Lumia 950 quando ele foi lançado, isto é, por mais de 500€ que, ao fim de pouco mais de 12 meses, vêem o seu dispositivo a metade do preço nas lojas e, pior do que isso, com um software que parece não ter evoluído desde então. E isso levaria a uma outra questão que poderá ficar para um próximo artigo: tantas builds e continua tudo igual.

Sem dúvida que a minha/nossa Microsoft que chegou a 2017 com um dos melhores sistemas de sempre para PC (para a a sua época)acabará por trazer algo tão bom para Mobile. Resta saber quando. Assim, penso que, como outros fãs da plataforma, a Microsoft diga o que é que efetivamente pensa fazer com o futuro dos seus Windows Phones. Estas indecisões é que são escusadas e não beneficiam nem a própria empresa nem os seus utilizadores.

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Desde cedo comecei a interessar-me pelo que podia fazer no computador. Porém, a grande paixão surgiu com o primeiro telemóvel e complementou-se com os smartphones. Nada há a dizer, são simplesmente fantásticos e úteis em todo o tipo de situações.