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Tecnologia e Sustentabilidade, os materiais revolucionários.

Tecnologia e Sustentabilidade, dois temas extremamente atuais. Com a utilização intensa e crescente de combustíveis fósseis aumenta tanto o dióxido de carbono como os gases de efeito de estufa. A boa condutividade destes gases, associada ao efeito de estufa, faz com que se criem grandes amplitudes (diferenças) térmicas. A subida da temperatura aumenta a quantidade de vapor de água na atmosfera, tornando-a instável. Urge saber como otimizar toda a eficiência energética e quais os novos materiais.

Por isso temos visto imensas alterações climáticas (nevões, chuvas torrenciais, ciclones, tornados, secas). Fenómenos que causam perdas humanas e destroem tanto as nossas cidades, como a nossa agricultura e florestas. Isto claro, numa abordagem muito sucinta e comedida.

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A crescente poluição (cristalizada no dióxido de carbono) a que temos vindo a assistir advém 40 % das nossas habitações e das nossas fábricas. Normalmente, 50 % do calor é retido na atmosfera e outra é reflectida para a superfície do planeta, um equilíbrio aparentemente perfeito.

No entanto, a produção de energia eléctrica ainda é feita maioritariamente através de combustíveis fósseis e não de fontes de energias renováveis (éolica, solar, biomassa). Ou de fontes de energia de baixa emissão de carbono (bombas de calor, gás natural ou electricidade produzida através de turbinas a gás em ciclos combinados ou TGCC, que reutiliza o calor desperdiçado para gerar mais energia).

A arquitectura sustentável é um método, não um estilo!

Nem sempre as fontes de energia renováveis estão disponíveis, pelo que as fontes de energia de baixa emissão de carbono são a segunda opção. Não podemos pensar que a Sustentabilidade é algo que deve ser pensado apenas num futuro longínquo. Não, o presente é nada mais, nada menos do que a construção do futuro. “Se não for agora, quando!“. Todas as nossas decisões e acções terão um grande impacto no nosso planeta para as gerações futuras.

Só existe uma Terra, e a capacidade de suportar uma população humana é cada vez mais limitada. Por volta de 2050 precisaremos do suporte de três terras, algo que não possuímos. Por isso, temos que repensar na nossa estratégia. Temos uma obrigação ética de criar um ambiente construído que funcione dentro dos recursos do planeta.

O sector da construção é um dos grandes responsáveis pelas emissões de gases de efeito de estufa, em especial o CO2.

O objectivo do arquitecto, e pelo meu espanto, também recentemente a do engenheiro de melhorar a longo prazo, a qualidade de vida humana e dos ecossistemas que a suportam.

Os materiais de construção são responsáveis por emissões de CO2, energia que deriva de combustíveis fósseis e é utilizada na extração, produção, transporte e incorporação.

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Devemos optar por materiais que já estejam disponíveis, os materiais descartados (de demolição), materiais reutilizados, reciclados que são reprocessados e que exigem com frequência consumo de energia mas que são preferíveis aos materiais não renováveis “novos”. Optimizando assim também a eficiência energética.

O desafio esta em utilizar apenas materiais renováveis e reutilizados, e não empregar materiais não renováveis. Por exemplo, usar betão sem conteúdo de cimento, aço e madeira reutilizados para a construção, aço e gesso cartonado reciclado e alternativas orgânicas de isolamento.

“Reduzir, reutilizar, recuperar e reciclar” de forma a minimizar o impacto ambiental dos materiais e do consumo de água e energia na construção e arquitectura sustentável.

Tecnologia e Sustentabilidade na Construção

No entanto, a Tecnologia tem-se revelado a nossa maior aliada e tem-se criado materiais e sistemas construtivos inovadores de baixo consumo energético. Foram enumerados estes 4 sistemas construtivos como considerados prioritários.

Materiais – Chapas de policarbonato

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Tecnologia e Sustentabilidade

Estas chapas são preenchidas por nanogel isolante. Este consiste em polímeros sintéticos ou biopolímeros que são quimicamente ou fisicamente reticulados para contribuírem para uma melhor eficiência energética. Podem ainda ser usadas em paredes e forros translúcidos num novo tipo de sistema “multicamada”. A energia utilizada é uma fração da que é utilizada para fabricar o vidro, para além de ser uma solução mais durável.

Materiais – PUReWall™

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Tecnologia e Sustentabilidade

Estes painéis contribuírem 40 % para um uso mais controlado de madeira na edificação e substituem o revestimento exterior tradicional. Contém isolamento exterior de poliisocianurato (polyisocyanurate) e espuma de poliuretanto (SPF) na cavidade estrutural da parede. Para além de ser um sistema de baixo consumo energético também é estrutural.

Sistemas de cobertura vegetal, eficiência energética natural

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Tecnologia e Sustentabilidade, a natureza como exemplo de eficiência energética.

As membranas impermeabilizantes utilizadas contém PVC. Esta membrana vai proteger a cobertura verde dos efeitos dos raios ultravioletas e de temperaturas extremas suscetíveis a criar contrações e dilatações na cobertura. A água da chuva capturada pode ser utilizada para regar as plantas. Assim, evita-se assim o desperdício diário de água própria para uso.

Uso das Impressões 3D para a estrutura

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Tecnologia e Sustentabilidade com vista e melhorar a eficiência energética

Alguns investigadores holandeses criaram um sistema de fachada impresso em 3D. Sistema conhecido por Spong3D para optimizar o desempenho térmico de um edifício. Indo ao encontro das diferentes condições climatéricas que o edifício se sujeita ao longo do ano.

Este sistema integra cavidades de ar para o isolamento térmico. Conta também com canais nas superfícies externas da fachada que armazenam massa térmica, móvel. Está ainda em testes mas o conceito é promissor.

Considerações Finais sobre a Tecnologia e Sustentabilidade

As cidades, assim como os edifícios só serão sustentáveis se assim os fizermos. Ora, isso requer uma compreensão interdisciplinar de aspectos económicos. De aspectos sociais. De aspectos ambientais e técnicos que devem ser pensados e aplicados desde o inicio. A sua posterior aplicação não o tornará sustentável, “verde”. Pois não contribui em nada sobre o ponto de vista ambiental, seria mais outro exemplo de “ecomaquiagem”.

Outro ponto que é importante referir, quando se ressalta  “novos materiais” inicialmente, refere-se a materiais recentes. Materiais que não são energeticamente eficientes. Materiais  que por isso consumem muita energia. Por isso é preferível optar por materiais reutilizados. Sem esquecer os materiais reciclados.

A tecnologia e os novos materiais para reforço da eficiência energética

Mas também é importante ressaltar que a tecnologia será a “bengala” da construção. Ora,  com essa interajuda surgem novos materiais eficientemente energéticos que nos permitiram utilizar as fontes de energias renováveis e com isso evitar grandes amplitudes térmicas.

Existe uma grande variedade de sons estimulantes e inspiradores nas nossas cidades, se desejarmos ouvi-los. As condições climáticas. As actividades das pessoas. O canto dos pássaros conferem um pano de fundo poético para o dia a dia da vida urbana(…). O Som que nos perturba é o barulho: Fontes sonoras como o trânsito, a indústria, o desporto e eventos musicais, se não forem planeados podem perturbar outras actividades no quotidiano como trabalhar, relaxar ou dormir “. Huw Heywood

Penso que é importante referir que este artigo não teria sido possível ser “construído” sem a consulta de duas obras. “101 Regras Básicas para Edifícios e Cidades Sustentáveis”. Publicação de Huw Heywood e “Construção e Reabilitação Sustentáveis”. Publicação de Jorge Mascarenhas, sendo a sua leitura obrigatória.

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