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Testei os Sony 1000X The Collexion: valem o preço?

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Sony

Sony 1000X The Collexion
★★★★☆4.5Muito Bom

São a edição comemorativa dos headphones mais populares do mercado. Perdem na autonomia e o preço de 630 € pode afastar alguns interessados. Mas a qualidade de áudio e o cancelamento de ruído são de topo, são bastante confortáveis e os materiais usados fazem deles um produto extremamente premium. Os WH1000XM6 fazem mais sentido para a maioria, mas esta versão é para quem quer o melhor e está disposto a sacrificar um pouco na bateria.

Prós
  • Materiais e construção premium
  • Confortáveis para uso por longos períodos
  • Qualidade de áudio de topo equilibrada
  • Cancelamento de ruído entre os melhores
  • Boa qualidade em chamadas
Contras
  • Autonomia inferior aos WH1000XM6
  • Materal metálico exterior perecível a dedadas
  • Não dobram na totalidade
Especificação Detalhe
Construção Pele sintética e estrutura em aço inoxidável
Microfones 12 microfones integrados para chamadas e ANC
Ligações Bluetooth 6.0, jack 3,5 mm, USB-C (carregamento)
Conectividade e app Ligação multiponto, áudio espacial e app Sound Connect
Autonomia Até 32 horas (sem ANC); até 24 horas (com ANC)

A série 1000X de headphones faz 10 anos e, para celebrar, a Sony lançou os 1000X The Collexion. Estão um patamar acima dos WH-1000XM6 e pretendem ser uma versão refinada e que, no fundo, encerra toda a aprendizagem e tecnologia da marca ao longo da última década. Testei-os e conto-te o que achei.

Qualidade de construção e conforto

É neste campo onde se nota, logo à primeira vista que a marca mais investiu. Ao contrário de outros modelos onde domina o plástico, aqui há um requinte com a pele sintética a dominar, mas também com o aço inoxidável a fazer parte da zona superior. O resultado é um produto bastante premium ao toque e ao olhar.

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O ponto menos positivo é que, ao contrário dos WH-1000XM6, não dobram na totalidade para arrumação numa mochila em viagem. Ainda assim, acho que a bolsa rígida onde se guardam tem um tamanho aceitável para a mochila. Em termos de conforto, são dos melhores que tenho testado. Não exercem muita pressão, mesmo após várias horas de uso.

Qualidade de áudio e chamadas

Como seria de esperar de um produto desta envergadura da Sony, o áudio é de grande qualidade. Diria que a palavra de ordem é: equilíbrio. Parece que tudo está no sítio certo, sejam os sintetizadores e o baixo em harmonia com o coro de Dirty Harry dos Gorillaz ou a batida e a guitarra viciante em Afg dos Sensible Soccers.

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Talvez possas preferir mais graves ou agudos e o equalizador na app está lá para isso. Mas para quem gosta de um áudio com grande fidelidade ao que foi gravado em estúdio, estes headphones entregam. Nas chamadas, também me surpreenderam bastante. Mesmo na rua ou num comboio, quem estava do outro lado conseguiu ouvir-me perfeitamente. E isso é raro neste tipo de produtos.

Cancelamento de ruído e modo de transparência

O cancelamento de ruído destes auscultadores está bem perto do olimpo. Fiz uma viagem de comboio com os mesmos e o volume a meia altura e os resultados são ótimos. O facto de ter o mesmo processador dos XM6 e 12 microfones ajuda bastante. E também contam com um modo de transparência bastante efetivo quando queremos ouvir o que nos rodeia sem os retirar. E como é habitual nos produtos da Sony, esse modo está à distância de um toque com a mão na concha direita.

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Controlos, app e funções

Os controlos estão a grande nível como a Sony já nos tem habituado. Temos controlos por toque na concha direita excelentes, para deslizar a passar e pausar a música, controlar o volume ou ativar o modo transparência. Ademais, há botões físicos na concha esquerda para alterar o modo de audição, o cancelamento de ruído ou ligar/desligar o produto.

A app Sound Connect reforça o que tenho feito noutras análises a produtos da marca. Tem funções a rodos, o que é ótimo. O equalizador é excelente, há grande personalização, há ligação multiponto e modos de jogo, cinema ou áudio espacial. O que falta é uma melhor organização da própria app.

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Bateria

A bateria é possivelmente o maior compromisso destes auscultadores (face aos XM6). Com cancelamento de ruído ativo, prometem até 24 horas de reprodução contínua, contra as 30 horas do outro modelo da marca. É um compromisso que pode aceitar-se, mas que pode fazer a diferença em viagens mais longas, para quem quer andar longe da tomada.

Para quem são os Sony 1000X The Collexion

  • Fãs de áudio que valorizam materiais de construção premium, onde se destaca o requinte da pele sintética e do aço inoxidável;
  • Utilizadores que procuram um cancelamento de ruído de excelência e incrivelmente eficaz para viagens ou ambientes ruidosos;
  • Consumidores dispostos a investir 630 euros numa edição comemorativa que entrega um som altamente equilibrado e fiel ao estúdio de gravação.

Não são para pessoas que priorizam a autonomia de bateria acima de qualquer outro fator, campo onde os WH-1000XM6 continuam a fazer mais sentido, viajantes frequentes que necessitam imperativamente de auscultadores que dobrem na totalidade para ocupar o mínimo espaço possível ou utilizadores que se preocupam de forma excessiva com a limpeza, já que a estrutura metálica exterior é suscetível a marcas de dedadas.

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Conclusão

Os Sony 1000X The Collexion assumem-se como a merecida e luxuosa celebração de uma década de sucesso no áudio portátil. Embora os 630 euros pedidos e a bateria ligeiramente inferior aos modelos tradicionais da marca os afastem da compra puramente racional, a verdade é que o rigor sente-se em cada detalhe.

O requinte do aço e da pele funde-se com um cancelamento de ruído exímio e um palco sonoro bastante afinado. É um equipamento de nicho, desenhado sem concessões para quem não quer comprometer a estética e exige exibir a derradeira qualidade da Sony no topo da cabeça.

Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está no 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre tecnologia. Já fez mais de 300 reviews a produtos, visitou fábricas de smartphones na China e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como o Mobile World Congress e IFA. É editor-chefe desde 2025.