Smartphones: Maior mercado mundial caiu 15% desde o início de 2018

Rui Bacelar
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O mercado de dispositivos móveis tem apresentado sinais de saturação.©REUTERS/Aly Song

Os smartphones são atualmente uma comodidade acessível a praticamente todos os escalões da sociedade. Mais do que uma simples ferramenta, são já um objecto sine qua non conseguimos enfrentar o nosso dia-a-dia, sejam eles Android ou iOS.

Todavia, há já vários anos que sentimos alguma estagnação no que à inovação diz respeito. Isto é, as melhorias apresentadas aos consumidores são meramente incrementais ou até mesmo tangenciais face às gerações anteriores.

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Um pouco mais de poder de processamento, uma câmara fotográfica relativamente melhor bem como novos meios para desbloquear os nossos smartphones. Em suma, pequenos incrementos para uma fórmula já bem conhecida, estabelecida e cada vez mais aborrecida.

Longe de querer ser o arauto da desgraça, vejam-se os mais recentes indicadores alusivos ao maior mercado mundial de smartphones. Sim, a China é o maior produtor e consumidor de dispositivos móveis mas já desde o início de 2018 que este mercado está em recessão.

China enfrenta uma forte recessão no mercado de smartphones

Aliás, a queda do mercado de smartphones na China arrasta o mercado global, tendo este caído 6% no último trimestre. Nesse sentido apontam os mais recentes relatórios das agências de análise de mercado como a IDC. Tendência que apenas é contrariada por fabricantes como a Huawei bem como a Xiaomi, dois exemplos de sucesso. Todavia, marcas como a Samsung e a Apple continuam firmes neste mercado cada vez mais saturado. Todavia, vemos já a gigante sul-coreana a enfrentar uma queda nas vendas.

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A oscilação do mercado de smartphones Android e iOS na China

Confirmando esta tendência de queda, o ministro chinês da Indústria e Tecnologias da Informação partilha novas informações. Fonte que por norma está encarregue do licenciamento de novos terminais, sendo normalmente associado à agência TENAA.

Há cada vez menos espaço para fabricantes estrangeiras

Perante os novos dados podemos ver, em primeiro lugar, que entre janeiro e outubro de 2018 o mercado apresenta uma forte quebra. Por conseguinte, podemos ver que até ao 10º mês do ano o mercado de smartphones caiu 15% face ao período homólogo de 2017.

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Os smartphones Android e iOS representam mais de 90% das vendas na China

Em suma, durante os primeiros 10 meses do ano, as fabricantes (Android e iOS), venderam 343 milhões de smartphones. Na prática esta cifra representa uma forte quebra (15%) face ao período homólogo de 2017.

Podemos ainda ver, em segundo lugar, que há cada vez menos espaço para as fabricantes não chinesas neste mercado. Nesse sentido, temos agora uns meros 10.2% de quota de mercado para marcas não sediadas na China.

Fabricantes Android e iOS procuram novas estratégias

Poderíamos pensar que esta tendência, que esta crise apenas se aplica aos smartphones Android e iOS. Todavia, não poderíamos estar mais enganados. Veja-se o gráfico acima no qual está registada a quebra em todos os setores, até mesmo nos telemóveis.

Segundo os dados oficiais, até mesmo os telemóveis sem conexão 3G registaram uma forte queda, não que o seu volume de vendas seja muito significativo. Nesse sentido podemos ver que os smartphones (Android e iOS) representam 94.5% de todas as vendas de dispositivos móveis.

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Vendem-se cada vez menos dispositivos móveis no maior mercado mundial. ©reuters

Em terceiro lugar e para concluir esta análise, segundo os dados oficiais também se apresentaram menos smartphones ate ano. Nesse sentido tivemos 48 novos smartphones Android e iOS apresentados em 2018.

Cifra que representa uma quebra de 25% face ao período homólogo de 2017. Nesse sentido vemos que as próprias fabricantes estão cientes da saturação de mercado. Aqui bem como a manutenção alargada dos equipamentos existentes.

Em suma, os consumidores utilizam os seus smartphones durante mais tempo e, por conseguinte, acabam por comprar menos dispositivos. Além disso, o diferencial entre as novas e antigas gerações de dispositivos móveis cativam cada vez menos os possíveis compradores.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
Quando não está a escrever um artigo ou a gravar algum vídeo, o Bacelar tem por hábito saborear um bom livro, descobrir novas bandas sonoras ou simplesmente desfrutar do sol, na companhia de quem mais gosta (MM).