youtube logo 2A Google, que por acaso faz hoje 17 anos, já estava a planear lançar um serviço de subscrições mensais para o Youtube e isso tornou-se óbvio quando a Google decide lançar o Youtube Music Key, uma aplicação beta de subscrição mensal e de convite apenas, que permite ouvir quaisquer músicas colocadas no Youtube, semelhante ao Spotify, sem o inconveniente das publicidades e com o conveniente de poder continuar a ouvir música, mesmo quando offline. 

Mais especificamente, este serviço de subscrições mensais vai permitir a todos aqueles, que quiserem pagar todos os meses, vejam todo o conteúdo colocado no Youtube sem publicidades e, para além disso, o serviço vai incluir o tal Music Key (semelhante ao Spotify) e a possibilidade de ver vídeos offline, se forem previamente guardados no dispositivo.

Até parece que a Google tem, aos poucos, incluído no software da aplicação do Youtube as várias características deste serviço, para quando o lançar oficialmente estar tudo a postos. Um dos “Easter Eggs” que mais corrobora este aspeto é o aparecimento do “Ver offline” quando abrimos a aplicação do Youtube e estamos offline que, neste momento, curiosamente não nos leva a lado nenhum mas, pelos vistos, vai ter a sua utilidade. O Music Key Beta também foi um teste de uma aplicação que vai estar incluída no serviço de subscrições mensais do Youtube.

   

Youutube

A Google já anunciou oficialmente o sistema de subscrições mensal do Youtube, que deve ser posto em prática já no final de Outubro, através de uma mensagem a todos os administradores dos canais que basicamente “obriga” a que os criadores de conteúdo aceitem os termos do novo sistema. A mensagem enviada informa que os administradores dos canais devem aceitar os termos até 22 de Outubro e se não aceitarem, a partir desse dia, todo o seu conteúdo vai deixar de estar disponível e de gerar lucro.

Tudo indica que o Youtube continue disponível, tal como está hoje, a todos aqueles que não queiram pagar, só que estes utilizadores vão continuar a ter que ver as publicidades e não vão poder usufruir da possibilidade de ver os seus vídeos offline. Analisando bem a situação, nós, utilizadores regulares do Youtube, poderemos ser apenas prejudicados com o aumento da frequência de publicidades, para basicamente “chatear” aqueles que não querem pagar, mas tirando isso, vai tudo permanecer igual pois nós ainda fazemos com que a Google ganhe algum com as nossas visualizações, apenas vai-nos ser dada a possibilidade de subscrever o serviço e ter direito a todas aquelas funcionalidades muito interessantes.diário 300 25 set

Os administradores dos canais também não vão ser prejudicados, aliás até podem ficar a ganhar. Os canais vão continuar a lucrar com os seus vídeos a partir das publicidades e visualizações, tal como acontece hoje, mas se muitos dos subscritores que paguem o serviço mensal assistirem aos seus vídeos, podem acabar por ganhar mais dinheiro do que se apenas lucrassem das publicidades, o que é de certeza uma mais valia e vai contribuir também para um maior esforço, por parte dos canais, para criar conteúdo com melhor qualidade, com o objetivo conseguirem mais visualizações desses subscritores que pagam.

Eventualmente, o que pode acabar por acontecer é que alguns canais se tornem exclusivos a subscritores que paguem o serviço mensal, o que vai diminuir de certa forma o conteúdo disponível na versão gratuita do Youtube. Ainda não se sabe ao certo de quanto é que vai ser a subscrição mensal mas parece que vá rondar os 10$ no Estados Unidos e provavelmente os 10€ na Europa. Seja como for, as subscrições mensais vão chegar e mudar um pouco as coisas mas esperemos que a essência do Youtube permaneça e que se mantenha a “mente aberta” característica de toda a filosofia da Google.

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Membro do 4GNews há já 1 ano e estudante no 12º ano. Se bem me lembro , comecei a interessar-me por smartphones e outras coisas desde o momento que consegui perceber do que realmente se tratavam! Tive imensa sorte e encontrei este site, mandei um email e aqui estou a escrever para a 4GNews – um site originalmente PORTUGUÊS.