O grande destaque está no ecrã. Quando aberto, o iPhone Duo oferece 7,6 polegadas, aproximando-se muito mais de um pequeno tablet do que qualquer outro iPhone.
A Apple também adaptou o sistema operativo ao novo formato. O Duo permite usar duas aplicações lado a lado, abrir uma segunda janela da mesma app e guardar combinações para voltar rapidamente ao mesmo conjunto.
Fechado, funciona como um smartphone normal. Aberto, ganha espaço suficiente para ver vídeos, ler, consultar sites ou fazer multitarefa simples. Para quem usa o iPad sobretudo para este tipo de tarefas, o iPhone Duo pode acabar por chegar perfeitamente para o dia a dia.
Apple acredita que há espaço para os dois
A hipótese de o iPhone Duo começar a ocupar o espaço do iPad também surgiu numa conversa entre Marques Brownlee (MKBHD) e Craig Federighi, vice-presidente sénior de Engenharia de Software da Apple.
Federighi lembrou que, quando o iPad foi apresentado, também houve dúvidas sobre se o tablet poderia afetar as vendas dos Mac. Na prática, isso não impediu os dois produtos de encontrarem o seu lugar. Com o Duo, a Apple espera algo semelhante. Federighi contou que, durante os meses em que o utilizou, abrir o equipamento para ler ou ver conteúdos num ecrã maior acabou por se tornar algo natural.
Ainda assim, o iPad mini pode ser o modelo mais afetado. Pelo tamanho e pelo tipo de utilização, o Duo pode acabar por ocupar esse espaço para alguns utilizadores. A Apple também adaptou o software ao novo formato.
A Apple não se limitou a aumentar a interface de um iPhone tradicional. Adaptou o iOS e várias aplicações para aproveitarem melhor o formato do Duo, consoante a forma como o equipamento está a ser usado.
Mas o iPad ainda tem vantagens difíceis de substituir
Apesar das semelhanças, continua a existir uma diferença importante: o iPhone Duo continua a ser um smartphone. O ecrã de 7,6 polegadas é grande para um iPhone, mas continua abaixo das dimensões oferecidas por vários modelos de iPad. Isso torna-se particularmente evidente para quem utiliza o tablet durante várias horas seguidas.
A diferença também se sente na produtividade. O iPad continua a oferecer mais espaço para trabalhar e uma experiência mais orientada para tarefas prolongadas.
A diferença sente-se sobretudo no tamanho do ecrã e na forma como o iPad está preparado para sessões de trabalho mais longas. O iPhone Duo até é compatível com o Apple Pencil, aproximando ainda mais os dois equipamentos, mas o iPad continua a oferecer mais espaço para escrever, desenhar, editar ou trabalhar com várias aplicações durante períodos prolongados.
No fundo, a resposta depende muito da forma como cada pessoa utiliza o tablet. Para quem vê o iPad principalmente como um segundo ecrã para consumir conteúdos ou fazer tarefas mais simples, o iPhone Duo pode realmente torná-lo menos necessário.
Já para quem utiliza o iPad como ferramenta de trabalho, estudo ou criação de conteúdos, a diferença continua a ser significativa. O Duo aproxima bastante os dois mundos, mas ainda não substitui por completo aquilo que um iPad consegue oferecer.